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Data de lançamento
16 Out. 2020Duração
Em um cenário pós-apocalíptico onde monstros gigantes dominaram a Terra fazendo com que o restante da humanidade se esconda em colônias subterrâneas, um jovem decide arriscar tudo para ir em busca de sua paixão de escola, fazendo no caminho amizade com um cachorro heroico e uma dupla inusitada de sobreviventes.
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⚠️ Alerta de Spoiler: Se você ainda não viu o filme, corre daqui.
"Amor e Monstros" é a prova de que o cinema de aventura e entretenimento inspirado nos anos 80 ainda respira. O longa de Michael Matthews é um de apocalipse de monstros, visualmente vibrante, que resgata com maestria a inocência e a estrutura daquela época em que minha alma ainda mora.
O filme conta a história de Joel (Dylan O'Brien), um jovem sobrevivente que vive escondido em um bunker subterrâneo sete anos após insetos e anfíbios mutantes dominarem a Terra. Cheio de traumas, deslocado de todos e vivendo como doméstico pra não falar que ele era um arrimo, ele só encontra alívio falando pelo rádio com a antiga namorada Aimee (Jessica Henwick), separada dele depois do ataque. Decidido a reencontrar a garota, ele toma a decisão ingênua — mas corajosa — de cruzar 130 km de superfície infestada por todo tipo de criatura gigante e faminta. O grande trunfo do filme é conseguir trabalhar a bobagem romântica e a inexperiência do protagonista sem torná-lo irritante. E sustentado por uma galeria de coadjuvantes dos bons, como: o cachorro Boy (que rouba a cena com uma parceria precisa), Minnow (Ariana Greenblatt), uma garotinha sobrevivente esperta que ama ele, mas aposta friamente em sua morte, e a presença marcante de Michael Rooker como o mentor cascudo da superfície.
Tecnicamente, o longa impressiona. O CGI é de altíssimo nível, entregando monstros coloridos, nítidos e com excelente textura — como o sapo gigante e o monge de pedra —, além de sequências memoráveis de tensão e humor, como nas cenas da lacraia gigante tentando lanchar o cachorro e da rainha verme no pântano. O ritmo é gostoso, com direito a robô doméstico nos últimos dias, fazendo da jornada de Joel quase um mar de glicose antes da lisergia do ácido no encontro com sua amada Aimee (Jessica Henwick). O que acontece é o óbvio. Seis anos, Joel! Seis anos e você acha que a mina está te esperando? A decepção dele é mostrada de forma construtiva. Acho que a jornada para fora da "caverna" deu a ele o amadurecimento que lhe faltava. Mas o filme se chama "Amor e Monstros" e a filosofia fica para segundo plano! A gente quer é se divertir!
As cenas finais são um corre-corre do capeta com traições e um monstro faminto, onde o antes cozinheiro, lava-louça, lava-roupa e cabação do bunker abandonado vira o herói do dia: salva a pele de todo mundo, ganha uma beijoca da ex e tira o planeta todo de dentro dos bunkers pelo mundo, contando sua história pelo rádio. Ah... e no fim ele ainda volta para a pequena Minnow, que apostou todas as fichas contra ele, mas que ama desesperadamente Joel como um irmão. Amor esse que coloca qualquer monstro desses no bolso da sua calça surrada.
"Amor e Monstros" é um filme que entretém e distrai a gente do início ao fim. Ele alcança aquela prateleira de ouro das produções leves e feitas para toda a família. É um filme cativante, divertido, com ótimos efeitos e que cumpriu com louvor a missão de descansar a nossa cabeça na pandemia. Pena que, por causa do seu lançamento no streaming da Netflix, ele tenha tido sua vida no cinema interrompida. Imagino que esse filme tinha tudo para bombar muito nas telas.
Uma grata surpresa! Tem um ótimo ritmo, roteiro e uma linguagem um pouco poética ao notar as coisas simples que não damos muita importância no cotidiano! Mas também é prático e objetivo no andamento da jornada do protagonista. Gostei bastante.
Não tinha visto e procurei ver sem me informar muito, só o necessário e sem muitas expectativas, porém me surpreendi e é muito divertido e com um bom desenrolar, sem ideologias, sem lacraçao e até com boas mensagens, além de bons efeitos e personagens carismáticos, diversão que passa rápido e que vale a pena ver em família.
Insetos gigantes que dizimam a humanidade. NÃO JULGO.
Amor e Monstros pega uma premissa típica de apocalipse : São monstros gigantes dominando o planeta e transforma em algo leve e humano. Joel não é um herói clássico; ele é ansioso, inseguro e inútil em combate.
O filme tem uma energia muito agradável. Os monstros são criativos, o ritmo é leve e a aventura flui com naturalidade. Existe perigo, mas nunca um terror.
Talvez o roteiro seja um pouco previsível em alguns momentos. A história segue um caminho relativamente seguro e emocionalmente confortável. Ainda assim, o carisma do protagonista e o tom otimista sustentam bem a experiência.
No fim, Amor e Monstros é um apocalipse gentil. Um filme que entende que coragem não é ausência de medo.
Nota: 5,9