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Duração
A história se passa em uma realidade onde o padrão de matrimônio é homossexual. Ashley, uma jovem adolescente que é criada pela "família perfeita americana" nos subúrbios da Califórnia - com duas mães, dois vovôs, dois tios e um irmão mais novo. Mas Ashley tem um problema - ela tem uma queda por um garoto na escola, o que é contra tudo o que este mundo já lhe ensinou. Esta atração inegável para o sexo oposto faz com que ela seja o alvo constante de abuso verbal e físico.
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Esse é mais um caso em que a nota alta não faz jus à qualidade da obra. Tenho a sensação de que a maioria das pessoas avalia positivamente esse curta não pela qualidade dele em si, mas por concordar com o assunto discutido ou, no caso, o ponto de vista crítico apresentado.
Quanto ao curta, entendo a ideia que o diretor queria passar, mas a maneira como ele a executou fez com que o curta não fizesse sentido. Não vou entrar em detalhes sobre a obra, porque há um comentário da usuária Isis que basicamente expressa a mesma opinião que eu tive sobre o curta.
Obs: Fiquei pensando durante todo o curta sobre como os seres humanos nascem nesse universo. Como isso não foi revelado, nada do que aconteceu em "Love Is All You Need?" fez sentido.
Para mim, esse curta vai muito além da questão de como seria a sociedade com a inversão dos valores heteronormativos, independentemente de como se deu essa construção no decorrer da história. É um convite à empatia.
Se assemelha quase que a outro curto que assisti recentemente - Maioria Oprimida - onde, como nesta, tentam inverter os polos e criar um mundo fictício que crítica toda a estrutura sócio-histórica da humanidade.
Falham ambos, porque a ousadia é muito maior do que poderiam entregar, falham porque a pretensão com o choque por se pôr no lugar do outro (o diferente) é um exercício até que fácil, ainda mais cinematograficamente falando, mas a criação de mundos (de universos paralelos) para questionar este nosso é mal construída porque não tem nenhuma abordagem aprofundada dos porquês da sociedade ser assim. Uma sociedade matriarcal ou homonormativa não poderiam ser um espelho da nossa própria sociedade, porque isso soa como se o caminho que a humanidade percorreu não fosse antes de tudo por questões biológicas, para depois adentrarmos em N outros fatores sócio-culturais.
Sem contar no sentimentalismo exacerbado que compra a maioria pela emoção, e o final ao menos para mim foi de extremo mal gosto, já que nos créditos tentam dedicar o filme às crianças e jovens perseguidos por serem diferentes, e terminam o curta daquela forma?
Gostei, pelo fato de te incitar a se colocar no lugar do outro; entretanto poderia a história ser mais construída.
Boa ideia de inversão de papéis porém a opção por fazer um filme plastificado estilo enlatado americano faz tudo soar falso. Um malhação às avessas, mas no fundo um malhação.