Son of Samson (1960), lançado no Brasil como Maciste no Vale dos Reis, é um filme curto, porém em diversos momentos bastante tedioso. Apesar da duração enxuta, o ritmo não ajuda muito, já que várias cenas se arrastam sem grande impacto. As lutas são fracas e mal coreografadas, passando uma sensação constante de artificialidade.
Em várias situações, Maciste simplesmente arremessa algum objeto em direção aos guardas e todos caem juntos, como se fossem pinos de boliche, o que tira completamente qualquer senso de ameaça ou realismo das cenas de ação.
Algumas sequências chegam a ser involuntariamente cômicas, como a cena dos guardas jogando xadrez. Eles simplesmente não possuem nenhuma visão periférica: Maciste se aproxima, derruba um, e o outro sequer olha para o lado, permanecendo imóvel, esperando o próprio destino roteirizado
. Eu entendo a proposta mais fantasiosa do filme e isso não chega a me incomodar a ponto de estragar a experiência, mas é impossível não notar como faltou cuidado e atenção nesses detalhes básicos de encenação.
Se existe algo que realmente se destaca de forma positiva, é a beleza do elenco feminino. Nofret (Federica Ranchi) e Tekaet (Vira Silenti) chamam bastante atenção, mas o grande destaque fica para a rainha Smedes (Chelo Alonso), dona de uma beleza ímpar, quase assustadora de tão perfeita para a época. Sua presença em cena é magnética, e a sequência de dança é facilmente um dos melhores momentos do filme, não apenas pela sensualidade evidente, mas também pelo grande molejo e domínio corporal que ela demonstra.
Outro ponto que merece destaque é a forma física de Mark Forest como Maciste. A atuação definitivamente não é uma das maiores qualidades do filme, mas é impossível negar que ele estava extremamente “shapado” e visualmente perfeito para protagonizar produções do gênero peplum, também conhecido como espada e sandália (sword and sandal). Nesse aspecto, o filme cumpre bem seu papel dentro do subgênero, que até então eu nem sabia que existia, mesmo que no geral fique devendo em ritmo, ação e capricho técnico.
"Maciste no Vale dos Reis" é um filme franco-italiano, de 1960, do gênero aventura histórica, dirigida por Carlo Campogalliani e, estrelada por Mark Forest e Chelo Alonso.
Forest foi o segundo ator norte-americano (o primeiro foi Steve Reeves) contratado por produtores italianos para viver os heróis musculosos do cinema europeu, tão populares nas décadas de 1950 e 1960.
Rever Chelo Alonso esbanjando sensualidade e beleza durante sua exótica cena de dança não tem preço, mesmo com sua personagem demonstrando ambição e frieza na trama.
A primeira vez que assisti este antológico épico foi na extinta Sessão "Sempre aos Domingos" (TV Record), no final da década de 70. Em meados dos anos 80, este filme foi reexibido ocasionalmente pelo SBT com o título de "O Filho de Sansão".
Mesmo com roteiro simples e modesto, este peplum clássico é divertido e te prende desde o início. Ultimamente, tá disponível no YouTube.
título original (pois o filme é italiano): "Maciste Nella Valle dei Re". O "Son of Samson" foi o título que recebeu quando lançado nos cinemas americanos.
Son of Samson (1960), lançado no Brasil como Maciste no Vale dos Reis, é um filme curto, porém em diversos momentos bastante tedioso. Apesar da duração enxuta, o ritmo não ajuda muito, já que várias cenas se arrastam sem grande impacto. As lutas são fracas e mal coreografadas, passando uma sensação constante de artificialidade.
Em várias situações, Maciste simplesmente arremessa algum objeto em direção aos guardas e todos caem juntos, como se fossem pinos de boliche, o que tira completamente qualquer senso de ameaça ou realismo das cenas de ação.
Algumas sequências chegam a ser involuntariamente cômicas, como a cena dos guardas jogando xadrez. Eles simplesmente não possuem nenhuma visão periférica: Maciste se aproxima, derruba um, e o outro sequer olha para o lado, permanecendo imóvel, esperando o próprio destino roteirizado
Se existe algo que realmente se destaca de forma positiva, é a beleza do elenco feminino. Nofret (Federica Ranchi) e Tekaet (Vira Silenti) chamam bastante atenção, mas o grande destaque fica para a rainha Smedes (Chelo Alonso), dona de uma beleza ímpar, quase assustadora de tão perfeita para a época. Sua presença em cena é magnética, e a sequência de dança é facilmente um dos melhores momentos do filme, não apenas pela sensualidade evidente, mas também pelo grande molejo e domínio corporal que ela demonstra.
Outro ponto que merece destaque é a forma física de Mark Forest como Maciste. A atuação definitivamente não é uma das maiores qualidades do filme, mas é impossível negar que ele estava extremamente “shapado” e visualmente perfeito para protagonizar produções do gênero peplum, também conhecido como espada e sandália (sword and sandal). Nesse aspecto, o filme cumpre bem seu papel dentro do subgênero, que até então eu nem sabia que existia, mesmo que no geral fique devendo em ritmo, ação e capricho técnico.
Assistido em 08/01/2026
"Maciste no Vale dos Reis" é um filme franco-italiano, de 1960, do gênero aventura histórica, dirigida por Carlo Campogalliani e, estrelada por Mark Forest e Chelo Alonso.
Forest foi o segundo ator norte-americano (o primeiro foi Steve Reeves) contratado por produtores italianos para viver os heróis musculosos do cinema europeu, tão populares nas décadas de 1950 e 1960.
Rever Chelo Alonso esbanjando sensualidade e beleza durante sua exótica cena de dança não tem preço, mesmo com sua personagem demonstrando ambição e frieza na trama.
A primeira vez que assisti este antológico épico foi na extinta Sessão "Sempre aos Domingos" (TV Record), no final da década de 70. Em meados dos anos 80, este filme foi reexibido ocasionalmente pelo SBT com o título de "O Filho de Sansão".
Mesmo com roteiro simples e modesto, este peplum clássico é divertido e te prende desde o início. Ultimamente, tá disponível no YouTube.
Assisti a uma cópia velha do filme . O filme é bom mais é muito confuso .
título original (pois o filme é italiano): "Maciste Nella Valle dei Re". O "Son of Samson" foi o título que recebeu quando lançado nos cinemas americanos.