Madame

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Madame (2019)
Madame
Média do filme: 3.9 de 5 — baseado em 44 votos
MÉDIAFILMOW
3.9
44 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Stéphane Riethauser
Data de lançamento 6 Abril 2019 Outras datas
País de origem Suíça 🇨🇭
Duração 94 min (1h34)
Classificação indicativa de Madame: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos

Dirigido por

Data de lançamento

6 Abril 2019

Duração

94 minutos Classificação indicativa de Madame: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
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Sinopse

Uma saga familiar baseada em cenas de arquivos privados. Pois, MADAME leva-nos a uma jornada íntima na qual uma extravagante avó de 90 anos e seu neto cineasta exploram o desenvolvimento e a transmissão da identidade de gênero num ambiente patriarcal.

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Madden | Trailer

Madden

Comentários 0
amigos querem ver
caio_mendes_
Caio_
½
3 anos atrás

Senhora (Madame) - França - 2019 - visto no dia 15.02.21
O diretor narra a sua história, sua vida. Uma história contada de forma muito pessoal, simples, muito bem narrado aliás. Sentimos uma sinergia, conexão, empatia com a história, experiência de vida do rapaz. Ela narra muito bem com ótima fotografia, edição, conceitos e edições, montagens bem interessantes. Quando contou sobre a história de gerações antigas de sua família, incluindo a história, personalidade de seus pais, dos seus avós e sua infância até a vida adulta foi muito peculiar, profundo. Adorei a participação, história da avó dele que foi a participação mais marcante do longa: tanto na narração dela, sua experiência e os momentos complicados no qual ela passou. Época bastante atrasada, machista. Enfim, aqui mostra uma das coisas mais belas do filme:

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

a aceitação, respeito que avó dele adquire ao longo do tempo após ele falar da sua orientação sexual.

Sabemos que para uma família tradicional, provavelmente adepta a alguma religião, é bastante complicado falar do assunto. Geralmente já sabermos a resposta: a família não aceita, começa a tratar a pessoa de forma diferente, fria, preconceituosa. Aqui diz como foi a reação de cada pessoa, inclusive do pai:
Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Se perguntando na onde errou, chorando que nem criança no quarto.

Realmente ridículo como as pessoas, mundo é. Até a avó agiu de forma bem bruta no começo, falando que faltou tipo
Comentário contando partes do filme. Mostrar.

"um homem" na educação da criança.

Então são ideias pré - concebidas e preconceituosas que são sustentadas, compartilhadas por aí à fora. Por isso que gostei muito do documentario: simples, sincero e crítico. Mostrou também como o "homem e a mulher" são padronizados na sociedade:
Comentário contando partes do filme. Mostrar.

o homem ensinado a ser alpha: ensinado a dominar, cortejar, sustentar e ter família

, ser o chefe e líder de família. A mulher é um paronama desanimador que no qual estamos infelizmente acostumados a ver e não deveríamos (ainda bem que as coisas estão mudando) onde a mulher é ensinada a ser submissa, como beta: submissa, obediente ao alpha dominador, dona de casa, mãe de filhos. Sua vida restringida a vida caseira dependente do marido. Esse paronarama que o diretor trouxe foi muito válido, bem abordado. Sua família segue esse padrão tradicional e patriarcal de construção e ele quebrou isso. Com orgulho. A luta do diretor pelo reconhecimento da sociedade LGBTQIA+ é notório. Boa história de superação, que poderia ter focado em outros tópicos, mas é um grande filme sim. Marcante, com conteúdos bem dirigido, bem contado. Vale a pena.
Nota: 9,0

tratasedejose
tratasedejose
5 anos atrás

para além da afirmação (que o próprio filme não omite) de que se trata da perspectiva da gay branca privilegiada, o documentário não deixa de dar aquela aquecida na esperança de se construir pontes que nos conectam ultrapassando os furos entre gerações, um respiro!
*quase impossível não sorrir em praticamente todas as cenas da avó

saviorandy
Sávio
½
5 anos atrás

Melhor filme do MFFF 2021, pena que estava fora de competição. Amo esse tipo de documentário construído com uma narração sobre arquivos de memórias. Vídeos, fotos, lembranças e histórias se juntam para rememorar a história de avó e neto. A luta da avó contra a sociedade patriarcal e sua vida surpreendente. E a luta do neto contra os preconceitos perpetrados em sua própria mente por uma criação quadrada (me identifico demais com isso, por ter sido criado em um lar cristão) e contra a sociedade homofóbica. É incrível a forma como a vida de Stéphane o levou de volta a momentos tão marcantes: a tenista, a presidente e a parada gay, arrepiante refletir sobre estes pontos. Sempre interessante refletir sobre o quanto a avó era evoluída, mas também sobre o quanto sempre temos a evoluir, e só pessoas de espírito muito grande conseguem se tornar melhores na vida o quanto ela conseguiu. Depois dos 80 (?) anos aceitar/normalizar a homossexualidade do neto e aprender a pintar? Essa mulher é uma entidade. E Stéphane até como modo de se retratar consigo próprio se tornou uma força contra a homofobia em seu país e no mundo. Filme delicioso de se assistir, terminei com um sorriso frouxo, de orelha a orelha. Um achado!

editado
fmgc
Flávia MGC
5 anos atrás

"Madame" é uma carta de amor em forma de documentário, dirigido por Stéphane Riethauser como homenagem à sua avó materna, Caroline, falecida há 15 anos. Recheado de filmagens caseiras de infância, anotações em diários, velhos cadernos, fotografias e muitas recordações de Stéphane e de Caroline, este filme é uma doçura.

Caroline mostra-se uma senhora carismática, bem-humorada, adorável. Dá vontade de eternizar cada momento em que ela aparece. Foi uma mulher à frente de seu tempo. Nascida na década de 20, casou-se por imposição dos pais. Mas, por detestar o marido e a vida conjugal, separou-se depois - algo inconcebível e inaceitável nos primórdios do século passado. Ela se definiu como "mãe questionável"... porém, acredito que tenha sido um pilar e um modelo para todos na família. Caroline enfrentou a sociedade machista de sua época, estudou teatro, piano e chegou a abrir um café, porque tinha o ímpeto de ampliar seus horizontes e de estar perto de pessoas interessantes. Sem dúvida, uma mulher rara e que envelheceu deliciosamente.

Stéphane vai contando na carta, em diálogos meio reais, meio fictícios, toda a sua jornada de autodescoberta, incertezas, paixões e momentos difíceis da vida. Fica evidente o legado daquela maravilhosa senhora na vida dele.

Deixo então uma frase de Caroline para encerrar este texto: "A coragem da mente domina as tempestades do coração".

editado
malugaribalde
Maria
6 anos atrás

Achei muito bonito o paralelo que ele faz para contar a história da avó e a de sua aceitação. Ao mesmo tempo que eu ficava confusa pela avó ter sido uma figura tão "moderna" para sua época, não entendia quando ela faltou a palestra dele, ou quando ela não participava de coisas importantes pra ele, mas que continham a temática lgbt. Achei muito bonito que ela se retrata, e entendi que não importa o quão modernos sejamos, sempre temos barreiras e preconceitos para quebrar.
Gostaria de ter visto os pais dele hoje, e não só por áudio relembrando como foi na época que ele se assumiu. É incrível como ele viveu coisas incríveis em contemporaneidade com fatos históricos. A morte de River Phoenix, e posso estar enganada, mas tive a impressão de ter visto Marsha P. Johnson na primeira parada gay que ele fora.

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Stéphane Riethauser

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