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Data de lançamento
14 Fev. 1957Duração
Os recém-casados Rhada e Shyamu vivem em condições precárias em uma comunidade rural juntamente com a mãe de Shyamu, que, para ajudar o casal, empresta uma quantia de Sukhihala, um homem que controla a vila. Ao emprestar o dinheiro, Sukhihala se aproveita da ingenuidade da mulher e faz ela assinar um documento que colocará a família em uma situação de extrema exploração.
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Em pleno 1957, Bollywood, a maior indústria de cinema indiana e de língua hindi, entrega um belo épico repleto de temas e cenas fortes expostos impiedosamente nas telas, sem maquiagem ou complacência. Havendo uma forte referência à própria mitologia hindu e às suas deusas guerreiras e românticas, Radha (a impressionante Nargis) é a concentração personificada de todos (e não são poucos) os simbolismos e significados da palavra "mãe". Há, também, um interessante paralelo sobre a Índia como país, que excetuava a força e voz femininas em meio ao desenvolvimento rural e suas grandiosas adversidades. Tem um quê maniqueísta e superlativo, mas o grito de honradez e decência fora bem ecoado. E como os filmes indianos amam cenas coloridas de casamento!
Aha! Então foi daqui que Kubrick tirou a cena do machado.
Tem tudo aquilo que o cinema indiano tem historicamente: dancinhas que quebram o ritmo da narrativa, atuações pra lá de caricatas, duração interminável, e situações que terminam sem explicação ao final do filme. Ainda assim um filme interessante de assistir pela sua essência, porem, não acredito estar estre os cinco melhores filme produzidos naquele ano no mundo todo. Nota 6,0.
Produção indiana da Mehboob Productions indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o italiano Noites de Cabíria (57), de Fellini. Este foi o filme mais caro feito na Índia na época. O título do filme "Mother India" foi inspirado no livro da norte-americana Katherine Mayo (1867-1940), no qual ela atacou a cultura, as religiões e a sociedade indianas. O livro também destacou a exploração enfrentada pelas mulheres na Índia.
Também conhecido como "Honrarás tua mãe", este drama épico e comédia musical é um remake de Aurat (40) e houve ainda mais 2 versões: Bangaru talli (71) e Shakti (83), todas produções indianas. O filme foi filmado nos Mehboob Studios e em algumas vilas de Maharashtra, Uttar Pradesh e Gujarat. Este longa de quase 3 horas foi o último filme de maior sucesso do cineasta Mehboob Khan (1907-1964).
Sunil Dutt (1926-2005) salvou Nargis (1929-1981) durante a sequência de incêndio. Nargis foi mostrada presa dentro de um incêndio violento enquanto Sunil Dutt pula e a salva. Mas o fogo rugiu fora de controle deixando Nargis encalhada. Sunil Dutt rapidamente pegou um cobertor e a mergulhou dentro e, enrolando o cobertor em volta de si, os dois saíram correndo. Isso significou várias queimaduras dolorosas para Sunil, mas também resultou em Nargis se apaixonando por ele. Eles se casaram em um ano.
A única coisa que este pesado épico de Bollywood poderia inspirar era o matricídio. Em todo filme o diretor nos apresenta a paisagem, as plantações, os rebanhos de gado praticamente como personagens em si mesmos. O filme começa bem e até a metade é legal e interessante, mas daí em diante, começa a cansar muito. Tem alguns atores com atuações espalhafatosas e exageradas, as músicas aleatórias dão um ritmo diferente do que o próprio enredo nos oferecia até então, mas o resultado final é um bom filme.
Os personagens são bem cativantes, um filme belo em arte e expressão, tem momentos mágicos e tristes, sem contar que o filme tem vários ensinamentos importante, cuidado com agiota, nunca perca as esperanças que dias melhores viram, e a honra vale mais que o ouro.