Durante a Revolução Mexicana, Emilia Sauri corre atrás do sonho de se tornar médica, desafiando as convenções em busca do amor, de um propósito e da independência.
Pelo trailer, eu esperava outro tipo de história. Esperava que a protagonista fosse uma mulher a frente de seu tempo, que batalhasse para exercer o papel de médica - mesmo isso sendo proibido para mulheres - e de brinde, dois amores que ela desfrutaria da mesma forma. Era o que me pareceu no trailer! Até tivemos essas coisas, mas bem superficiais. Na parte da medicina
Achei super interessante como ela exerceu nos povoados em que esteve, com o que dava e sem medo de errar, por não ter instrução necessária. Mas eu esperava batalha pela aceitação, ou sei lá, uma coroação pelos esforços. No entanto, sabe-se lá como, ela chegou como ouvinte em uma universidade. Imagino que pelos contatos da tia. Mas me pareceu um caminho fácil até ela chegar a ser médica de verdade, tudo era dado de presente pra ela e, aqui vem minha total frustração, ela jogava tudo pro alto por causa de um amor de infância.
Esse amor louco dela pelo amigo de infância, me irritou demais. Não a princípio, quando eles dividiam os propósitos revolucionários, do "namoro" sem casamento.
Mas ela largar tudo por ele, a todo momento. E sem pensar duas vezes, ah, como me irritou. Porque o cara não era um parceiro, ele só queria alguém pra preencher a cama dele a noite e falar coisas bonitas. Ele não pensou em momento algum nas consequências das revoluções e guerra que ele queria tanto participar: que são as pessoas pobres cada vez mais pobres, nas feridas, mortas, imigrantes, famílias destruídas. Seu discurso era sempre sobre quem estava no poder e quem não estava. Mas estava cego, porque não importa quem esteja no poder, são as pessoas que estavam ali a volta dele que sofrem. E a menina, que estava ajudando os cacos de gente, no primeiro devaneio do Daniel que queria partir pra estar lá nas maquinações e manifestações, largava tudo pra trás e ia cegamente com ele.
No geral a história é interessante, sem enrolação como vemos nas novelas mexicanas. A passagem por povoados e as dezenas de citações sobre a guerra/revolução ao invés de elucidar, só confundem. Sei lá quantos governantes passaram durante o período que mostraram. É preciso conhecer - mesmo que por cima - a história do México para não se perder. O romance, este sim, é novelesco. A Emilia não merecia de forma alguma o doutor Zabalza. Este sim, pensou nela acima de tudo. E como pessoa, e não só como amante! O final estilo festa, me lembrou "Cem anos de solidão", mas aqui não fez sentido algum. Por que os fantasmas do passado iriam procurar alguém que só olhou pro Daniel a vida inteira? Excelente fotografia e uma trilha sonora espetacular.
Pelo trailer, eu esperava outro tipo de história. Esperava que a protagonista fosse uma mulher a frente de seu tempo, que batalhasse para exercer o papel de médica - mesmo isso sendo proibido para mulheres - e de brinde, dois amores que ela desfrutaria da mesma forma. Era o que me pareceu no trailer!
Até tivemos essas coisas, mas bem superficiais.
Na parte da medicina
Achei super interessante como ela exerceu nos povoados em que esteve, com o que dava e sem medo de errar, por não ter instrução necessária. Mas eu esperava batalha pela aceitação, ou sei lá, uma coroação pelos esforços.
No entanto, sabe-se lá como, ela chegou como ouvinte em uma universidade. Imagino que pelos contatos da tia. Mas me pareceu um caminho fácil até ela chegar a ser médica de verdade, tudo era dado de presente pra ela e, aqui vem minha total frustração, ela jogava tudo pro alto por causa de um amor de infância.
Esse amor louco dela pelo amigo de infância, me irritou demais. Não a princípio, quando eles dividiam os propósitos revolucionários, do "namoro" sem casamento.
Mas ela largar tudo por ele, a todo momento. E sem pensar duas vezes, ah, como me irritou.
Porque o cara não era um parceiro, ele só queria alguém pra preencher a cama dele a noite e falar coisas bonitas. Ele não pensou em momento algum nas consequências das revoluções e guerra que ele queria tanto participar: que são as pessoas pobres cada vez mais pobres, nas feridas, mortas, imigrantes, famílias destruídas.
Seu discurso era sempre sobre quem estava no poder e quem não estava.
Mas estava cego, porque não importa quem esteja no poder, são as pessoas que estavam ali a volta dele que sofrem.
E a menina, que estava ajudando os cacos de gente, no primeiro devaneio do Daniel que queria partir pra estar lá nas maquinações e manifestações, largava tudo pra trás e ia cegamente com ele.
No geral a história é interessante, sem enrolação como vemos nas novelas mexicanas.
A passagem por povoados e as dezenas de citações sobre a guerra/revolução ao invés de elucidar, só confundem. Sei lá quantos governantes passaram durante o período que mostraram. É preciso conhecer - mesmo que por cima - a história do México para não se perder.
O romance, este sim, é novelesco. A Emilia não merecia de forma alguma o doutor Zabalza. Este sim, pensou nela acima de tudo. E como pessoa, e não só como amante!
O final estilo festa, me lembrou "Cem anos de solidão", mas aqui não fez sentido algum. Por que os fantasmas do passado iriam procurar alguém que só olhou pro Daniel a vida inteira?
Excelente fotografia e uma trilha sonora espetacular.