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Duração
Em “Mal”, as histórias dos personagens entrelaçam-se como numa teia, onde no centro se situa a relação de Cathy e Pedro. Cathy é irlandesa, católica e sempre foi atraída pela luta a favor dos grandes ideais sociais que lhe dão um enorme sentido de justiça, ao trabalhar em prol de emigrantes clandestinos. Ela tem pelo advogado Pedro um amor desmedido, não percebendo as transformações que ele apresentou ao longo do tempo. Pedro pôs de lado os ideais da juventude e seu sucesso é fruto de envolvimento com lobbies econômicos e políticos. Obcecado por sexo, envolve-se em constantes relações extraconjugais. Um velho amigo de Cathy vem visitá-la e a sua presença vai perturbar ainda mais o frágil equilíbrio do casal.
Filme que competiu no Festival de Veneza.
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Amo filmes-painel. Mas demorei um pouco para acostumar-me a este conjunto de narrativas, visto que há uma protagonização, um ponto central na figura da filantropa estrangeira (muitíssimo bem interpretada, diga-se de passagem). O tom de alguns episódios sobre miserabilidade - sobretudo moral - lembra bastante os filmes do Sérgio Bianchi, mas parece não haver ressentimento aqui. Por mais que um holocausto seja inevitável, quase há abertura para o otimismo transformador defendido e praticado pela protagonista. As situações de suicídio são impressionantes, bem como a sexualidade pecaminosa e culpabilizada em seus atravessamentos patológicos. De fato, o filme é tecnicamente mal-finalizado, mas isso acrescenta certo charme às situações denunciadas. Pelo sim, pelo não, ótimo exemplar do cinema social português. (WPC>)
Um filme sobre desesperança.
Uma forte crítica à sociedade portuguesa dos finais dos anos 90.
Trata-se de um filme bem envolvente mas que perde algum do seu potencial com algumas pontas soltas bastante carentes de serem esclarecidas.
O som é péssimo...tal como é comum em muitos filmes portugueses..
Alguns planos de filmagem são igualmente maus o que também não é novidade em muitos filmes portugueses.
Graças a Deus os diálogos aqui são bons e realistas.
E, mais uma vez, graças a Deus quase todas as performances são competentes destacando as de Pauline Cadell e Alexandre Pinto.