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O longa, ganhador do Oscar de Melhor Documentário, conta a vida do evangelista Marjoe Gortner – primeiro pregador evangélico a denunciar a profissão. No filme ele revelou antigos truques do comércio e expôs alguns aspectos de entretenimento do movimento popular que se tornou um grande negócio.
Parte documentário, parte exposição, este filme segue a infância evangelista do personagem principal, comentando sobre o carisma e o “negócio da religião” antes do início do “tele-evangelismo”.
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O documentário de 1972, Marjoe, permanece assustadoramente relevante ao expor os mecanismos por trás da exploração da fé. O filme narra a história de Marjoe Gortner, uma criança cujo nome, uma fusão de Maria e José, já revelava o destino traçado por seus pais: ser um pregador mirim, treinado desde o berço para usar a religião como meio de lucro e abuso da crença alheia.
O que torna Marjoe tão impactante é a crueza com que revela o poder extremo de manipulação empregado por Marjoe (e, por extensão, por tantos outros). Sua oratória, seus gestos teatrais, a forma como apontava e sua expressividade corporal são um verdadeiro manual de como cativar e controlar uma audiência. É inegável que muitas das táticas observadas no documentário são replicadas até hoje por figuras que se aproveitam da vulnerabilidade alheia para fins escusos.
Marjoe não é apenas um registro histórico; é um espelho que reflete as técnicas de persuasão e engano que continuam a ser utilizadas no cenário religioso e em outras esferas da sociedade. Uma obra essencial para compreender as engrenagens da manipulação e a importância de um olhar crítico sobre discursos que se valem da fé.
Não costumava levar o Marjoe muito a sério antes desse filme, mas agora mudei meus conceitos.
Mal consigo imaginar o que minha mãe faria se assistisse a isto.
Desde quando o primeiro ser humano disse que ouvia a voz de uma divindade,uma legião de idiotas foi criada a partir dos seus seguidores.
Essa premissa serve pra TODAS religiões existentes ou extintas e mostra o quanto elas são desprezíveis.
O documentário tem 45 anos mais poderia ter sido feito ontem em qualquer igreja neopentecostal dessas que infestam todos os lugares.
Uma nova revolução iluminista é necessária o mais breve possível.
A prova de que a religião é o ópio do povo.
A galera tendo mó viagem astral patrocinada pelo espírito santo.
É triste ver o quanto é fácil enganar as pessoas e se apropriar dos sentimentos delas para benefício próprio. Marjoe mostra de um modo cru e até imoral o que todos sabem: que a religião é e sempre será uma forma de opressão e roubo, assim, caso aceitemos sua existência em nosso meio, apesar de qualquer benefício que ela poderá produzir, trará todos os problemas conhecidos. Não é um filme original ou revelador, na verdade, passa a mesma experiência de se ver R.R. Soares uma tarde na TV, aquelas centenas de gravações de pastores zombando do povo ou mesmo ler um livro a respeito dos momentos nojentos da história do catolicismo: é velho, clichê e, nem por isso, menos deprimente.