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Inconformados com a decisão judicial que obriga os mascarados da Festa do Divino a saírem com um número de identificação, um grupo deles tenta invadir a prefeitura da cidade. Quatro jovens, trabalhadores de uma pedreira, lidam de maneiras diferentes com a eminência da festa e a exploração do trabalho.
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- não é atoa que o filme me parece bem familiar, montagem do affonso uchoa e lembra demais o cinema dele
- grande aristides de sousa! claro que ele é mineiro! o personagem dele bem pode ser o mesmo de arábia, em uma de suas viagens trabalhando
- documentário e ficção se unindo, fazendo denuncia de algo que infelizmente ainda acontece muito. trabalhadores explorados e desvalorizados, sem direitos, enquanto os patrões ficam com todo o lucro e não pagam nada
Há algo de muito fascinante na maneira com que a câmera enxerga esses personagens, mas ainda não me decidi o que é exatamente. Só que é tudo muito bonito, e as cenas da festa/balada, e aquele baile de máscaras "clandestinas" onde eles podem se divertir e ir muito além do lugar e do destino reservado a eles, sem que eles tenham podido, de fato, escolher... enfim, é lindo, mesmo. Além disso, o filme tem uma montagem que não deixa a peteca do ritmo cair em momento algum. E isso, meus caros, é um puta êxito num doc/fic, são poucos que conseguem.
A montagem do Affonso Uchôa faz com que o filme seja um correlato de seu universo, não sendo casual o reaparecimento de membros de seu elenco paradocumental. As cenas na pedreira são muito boas (e aflitivas, em termos de exploração empregatícia) e a seqüência que explica o título, na festa, é magistral, mas o desfecho ao som de Metá Metá soou forçado, quebrou a leveza do restante da produção, ao assumir escancaradamente a ficção, em verve protestante, confirmada com o huno hiponga de Odair José durante os créditos finais. O ritmo é ótimo: ficamos enfeitiçados pelo cotidiano daqueles trabalhadores. Capivara, em particular, é muito bonito. Há algo de invasivo, por causa do excesso de ruídos e pessoas, na cena do jogo de futebol, mas nada que prejudique o caráter enfeitiçador da narrativa. O universo proletário fascinante, mas, para quem o enfrenta, também chacina. Dá vontade de rever, de tão encantatório, ainda que não necessariamente ótimo! (WPC>)
Uchoa montou esse filme
Eu nao gostei tanto assim do final mas tirando isso tava achando o filme perfeito