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Doze anos atrás, Rafael Burlan, o irmão do diretor Cristiano Burlan, foi assassinado com sete tiros. O cineasta decide relembrar os fatos, investigando o envolvimento do irmão com as drogas e compondo um retrato da violência que domina os bairros do subúrbio de São Paulo.
O documentário foi o vencedor do prêmio de melhor longa-metragem brasileiro no 18º É Tudo Verdade e do Prêmio Governador do Estado para Cultura 2013.
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A menininha tocando violão.
Citação escolhida pelo próprio diretor, Cristiano Burlan: "Não creio ser um homem que saiba. Tenho sido sempre um homem que busca, mas já agora não busco mais nas estrelas e nos livros: começo a ouvir os ensinamentos que meu sangue murmura em mim. Não é agradável a minha história, não é suave e harmoniosa como as histórias inventadas; sabe a insensatez e a confusão, a loucura e o sonho, como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos". Livro "Demian", Hermann Hesse, tradução de Ivo Barroso, 22ª edição.
Os depoimentos são interessantes. Não é porque alguém morre que vira um santo, um coitadinho, “um trabalhador” ou um pobre rapaz ingênuo que se deixou influenciar, por isso o depoimento do amigo (a beira mar) me pareceu o mais honesto e, provavelmente, ele é a pessoa que tem menos remorso na sua relação com o Rafael. Vale conferir.
A tragédia vivida pela família do Burlan é retratada de forma tão confessional e próxima, que rende um documentário que é uma verdadeira obra-prima. É tão importante a gente aprender a contar as nossas próprias histórias! Comovente.
Existe alguma maneira de obter este documentário , sou fotografo adoro documentários e gostaria de assistir este.