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"Admiro pra caramba essa capacidade, Mauro. De se transformar em outra coisa. Como um dinossauro ou uma lembrança."
Venceu Melhor Curta do 35º Festival Cinéma du Réel (França), recebeu Menção Honrosa no 19º Vitória Cine Vídeo e foi premiado como Melhor Curta e Melhor Direção no 11º Noia – Festival de Cinema Universitário.
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Estou absolutamente apaixonado por este rapazola: é incrível o quão sensível e inteligente ele era desde muito jovem. Completou 30 anos recentemente e, hoje, está ciente de seu potencial extremado, o que desencadeou algumas acusações de vaidade, afinal compreensível, tamanho o seu elã poético. Diferentemente de EUROPA, aqui a experiência requer uma imersão distinta, não mais externa, sensual, mas interna, memorial... A afetividade trazida à tona é a das lembranças de um ente familiar ausente, "abduzido em busca de melhores oportunidades de vida", tanto quanto acontece com os demais amigos do narrador do filme, que é o próprio diretor. Gradualmente, conhecemos muito sobre as cercanias em transformação (oh, o progresso que a tudo destrói!) no bairro de Maraponga, na periferia de Fortaleza. Não estava funcionando tanto comigo - apesar de ser ótimo - até surgir a seqüência devastadora e magistral da derrubada da árvore em que a mãe e o tio do cineasta brincaram na infância. Que filme lindo, meu Deus: estou completamente apaixonado por este rapaz. Completamente! <3 (WPC>)