Gabriel (Roman Kolinka) é um repórter de 30 anos de idade que construiu sua carreira no jornalismo por meio da cobertura de guerras. Com anos trabalhando nesssa área, ele correu perigo diversas vezes, chegando a ficar em cativeiro na Síria por alguns meses. Agora, para tentar reconstruir a sua vida, esse corajoso homem retornará para a sua cidade natal e voltará a morar na casa em que passou toda a sua infância.
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ainda bem que eles não ficaram juntos, senão eu ia ficar chateada real
falaram em um dos comentários de ele ser apático, mas não, eu o achei um bon vivant (literalmente), apreciando culturas, conversas, trocas, sua casa, suas amizades, enfim.
ela sim me pareceu super apática e sem graça, talvez seja a atuação que não seja boa, sei lá, fiquei confusa se era da personagem ou da atriz.
nenhum dos temas - sequestro, abandono parental, traumas - foram aprofundados, quase nenhuma fala é interessante
mostrou muito bem a Índia, a polícia que faz a do BR parecer a melhor do mundo (isso já vi em muitos filmes, inclusive baseados em histórias reais). mas o ponto bom vai para uma Índia que eu não conhecia direito, as paisagens, as músicas, a cultura, as praias e as trocas dele com a galera (por mais que não tenha mostrado mais profundamente) e até mesmo uma missa católica na Índia.
a história deles não foi construída, eu só imaginei que ia acontecer algo por causa da sinopse,
DO NEIDA, sem nenhum olhar, nada, a menina quer dormir no quarto dele, pega na mão, vai nadar nua no mar, muito bruscamente,
enfim, valeu? valeu. mas é um saco em alguns momentos e a personagem dela me deixou realmente entediada.
Filmes sobre os impactos psicológicos de guerras civis são extremamente necessários e atuais, num século em que começamos a perceber a importância da saúde mental para muito além da vida pragmática e imediatista. Gabriel atuou na guerra da Síria e foi um dos reféns de grupo terrorista, e o filme acertadamente não mostra nada disso, atendo-se ao pós-guerra e suas andanças.
Ele passa como que entorpecido pela mídia e pelas congratulações baratas feitas pelos seus contemporâneos, em especial por um governo sedento por representatividade imagética de heróis fabricados, mas nada disso consegue captar o vazio existencial do protagonista. Ele então decide tirar um tempo para si na Índia, conectando-se com pessoas de vários tipos e vivenciando uma liberdade que a toda hora nos faz pensar em sua soletude.
É um filme lento, sensível, de exploração existencial. Ele então se permite encontros casuais, e o bom de tudo isso é que não há julgamentos morais, talvez pelo fato de ser homem torne tudo muito natural e aceitável. Então surge em sua vida a graciosa Maya, realmente uma moça super simpática, e acabam tendo um relacionamento muito bem construído e realista: em nenhum momento exageram na dose de um suposto amor romântico, muito menos descartam a afeição que sentem um pelo outro.
Confesso que, de início, achei a química muito forçada entre ambos. Mas logo as delicadas cenas vão dando conta de experimentar os sentimentos sempre dúbios de ambos, como se soubessem que, afinal, Daniel está de passagem, como se estivesse de férias e se encontrando.
O filme é daqueles feitos para sentir, não há uma trama a ser perseguida, e confesso que é um tanto chato diversas vezes. Muitas cenas soam até mesmo gratuitas. Mas a graça está justamente em perceber a gratuidade da vida, o belo desconcertante pelo que não é imediatista ou material, ainda que ele sobreviva de seu árduo trabalho cobrindo zonas perigosas.
A meu ver faltou mais substância para o filme causar impacto, é o típico retrato cotidiano que não marca, os diálogos são poucos, algumas frases são certeiras, mas logo se torna tudo muito esquecível, até porque é filmado de forma muito convencional para se tornar uma experiência cinematográfica marcante.
A Maya é um amorzinho.
Fiquei com muita pena dela.
única coisa que distrai é a paisagem, de resto é bem sem sal.
Tudo nesse filme é tão exageradamente sem graça e apático (incluindo a protagonista que dá nome ao longa) que dá até preguiça de ficar escrevendo aqui. 107 minutos da minha vida jogados fora.