Dirigido por
Duração
Vera é orientadora educacional numa escola do interior. Passa os dias resolvendo pequenos problemas dos alunos e, nos intervalos, tomando chá e conversando com seu grande amigo Leandro. De repente, surge um hóspede na escola. Parece que o seu nome é Raul. Ninguém sabe de onde ele veio ou o que faz para viver. Vera se apaixona, Leandro descobre que está sozinho, o diretor Sartori se inquieta. De alguma forma, toda a escola se modifica com a breve passagem de Raul. Pra sempre.
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Meu desejo por ver este filme era antigo. As expectativas, altíssimas. Li muito sobre ele, estava sobremaneira empolgado quando encontrei uma cópia disponível. E, logo no começo, a estranheza: as atuações são esquistas, quase anti-empostadas em sua demonstração dos regionalismos sulistas. A montagem é exageradamente elíptica, de modo que, no saldo geral, a impressão tramática é que assistimos a uma redução dadaísta de uma larga telenovela. São múltiplas subtramas abandonadas em prol da estória de abuso para-afetivo, que também não se resolve... Horas depois da sessão, minha mãe ainda me perguntava: "e por que aconteceu tal coisa?". O roteiro não explica: devolve para nós a capacidade de completar lacunas. E, neste sentido, o filme é exemplar: diz muito sobre época e local onde fora realizado. Os defeitos abundam. Os sintomas também! No mínimo, interessantíssimo. E estranho, muito estranho: sai do eixo. Mostra um Brasil pouco visto, por causa da imposição dos padrões da Tv Globo! (WPC>)
Vi no Canal Brasil. Os destaques ficam por conta da história interessante, da direção de fotografia e da ótima atuação da Nina de Pádua.
É interessante o modo como o roteiro consegue inserir o espectador no clima do filme. Fica parecendo que tudo no filme acontece muito rápido, pra justamente não dar tempo de desvendar quem é Raul. Mais uma raridade desse Cinema Gaúcho dos anos 80.