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Primeiro longa-metragem filmado dentro do território da Palestina chamado de “Linha Verde”, localizado na fronteira com Egito, Jordânia, Líbano e Síria, combina ficção e documentário ao narrar a história de duas mulheres muito diferentes: Farah Hatoum, uma viúva de 50 anos e trabalhadora de Nazareth, e a escritora Sahar Khalifeh, que se divorciou e vive com a filha na área de West Bank, em Ramallah, região ocupada por Israel desde 1967. O diretor observa bem de perto o dia a dia das duas mulheres e elabora um retrato da condição da mulher na sociedade palestina, da vida dirigida pela ocupação e da dominação masculina. A história, a realidade, o futuro, as contradições da Palestina são refletidas através destas duas mulheres, a intelectual e a trabalhadora braçal – ambas na mesma luta por liberdade e dignidade
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"Mas para uma mulher divorciada é difícil ficar em pé. Ela tem que ser bem rígida."
A Memória Fértil (Athakira Al-Khasba. Bélgica/Palestina,1980)
Direção: Michel Khleifi.
Com:Farah Hatoum, Sahar Khalifeh.
Uma das coisas que mais gosto na Mostra é ver (ou rever) cópias restauradas de filmes tão importantes como esse "A Memória Fértil" de Michel Khleifi que é considerado o primeiro diretor palestino a produzir e lançar um longa metragem.
O longa acompanha Sahar Khalifeh, uma jovem escritora e professora divorciada que vive e trabalha em Ramalá, e Farah Hatoum, uma viúva mais velha que se recusa a deixar o que restou de suas terras.
Duas mulheres palestinas que, por diferentes razões, vivem uma situação de inércia, em consequência de uma sociedade árabe patriarcal e opressiva e uma ocupação israelense que as colocou na condição de estrangeiras em sua própria terra.
O filme acompanha as vidas diárias dessas mulheres de gerações distintas de forma delicada e poética, mostrando a resiliência e força de uma classe duplamente oprimida.
Mais de 40 anos se passaram e o longa continua intacto.