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Duração
O documentário, que tem a direção de fotografia de André Feijó, conta a história do advogado, jornalista e militante comunista alagoano Jayme Miranda, que foi sequestrado em fevereiro de 1975 e assassinado pela Ditadura Militar. Seu corpo nunca foi encontrado.
Militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) desde o início dos anos 40 do século passado, Jayme Miranda sumiu em uma rua do Rio de Janeiro quando foi ao encontro de um companheiro de partido que deveria entregar-lhe documentos para que pudesse fugir do País por causa das perseguições da polícia política.
Naquela época, a Ditadura Militar brasileira, implantada em 1º de abril de 1964, era comandada pelo general Ernesto Geisel. Depois de esmagar inúmeras facções da esquerda que haviam optado pela luta armada contra o regime, o governo ditatorial ordenou que os órgãos de repressão investissem contra o Partido Comunista Brasileiro, que optara pela luta revolucionária pacífica.
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Apesar da condução exibicionista do documentário, deve-se admitir que a pesquisa do diretor é realmente ótima, por mais que o mesmo faça questão de deixar isso mais evidente ao mostrar-se diante de livros e mais livros nalguns instantes do documentário... O ritmo peca na metade final, visto que é minucioso acerca de detalhes relacionais entre a história internacional do Comunismo, a História do Brasil e a vida pessoal do biografado no início e mistura tudo (num segmento que vai de 1937 diretamente para 2014!) no quartel derradeiro da projeção. Mas não cansa. Pelo contrário: chega mesmo a entreter. O problema são os momentos piegas da narração, os julgamentos de valor um tanto enviesados (o cangaceiro Lampião é tachado de "facínora", por exemplo) e alguns depoimentos que tentam ser profissionalmente mais relevantes que a trajetória do biografado. Mas nada que invalide a sua importância documental inegável, principalmente para quem é alagoano! (WPC>)