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O filme MENINO DE CARVÃO pretende contribuir para a discussão o sobre a questão das relações familiares no tocante à violência doméstica e a exploração do trabalho infantil pelos próprios familiares. O filme traz à tona a questão da violação de direitos básicos das crianças previstos em Lei.
A ficção se passa em uma comunidade isolada do município de Senador Pompeu. Uma família que vive da produção de carvão. O pai, a mãe e um filho. O menino de 6 anos de idade, que nunca foi à escola, vive trabalhando com o pai na caieira de carvão e ajudando a mãe nos afazeres de casa, restando assim pouco tempo para brincar e não podendo para ir à escola.
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Serviu de ensaio para uma produção melhor.
O importante, é que a mensagem deu pra ser compreendida.
NOTA: 5,0
É muitíssimo triste saber que existem pais com esse tipo de comportamento, que existem crianças que sofrem de forma tão covarde assim; que no fundo sabem que ali não é o seu lugar e ainda assim são obrigadas por seus pais a seguir o caminho de ignorância, em favor do trabalho infantil. As cenas em que o pai agride fisicamente e verbalmente sua esposa e filho são de entristecer qualquer coração. Assistir o filme na primeira aula de Ética, no nono semestre do Curso de Direito, realmente foi algo que surpreendeu o meu pensamento ignorante de imaginar que naquela altura do campeonato, assistir curta metragem em sala seria perda de tempo. O filme, apesar de ter sido produzido de forma simples, tocou a sala inteira, muitos se emocionaram e sei que futuramente seremos profissionais que se indignarão e buscarão defender os direitos das crianças que são submetidas ao trabalho de forma ainda mais perseverante e incansável, até demonstrar aos pobres de espírito, que acabam com sonhos de crianças, que criança nasce para sonhar, gasta energia para brincar e em suas bocas, logo nos primeiros meses de vida, ganham dentes para que possam sorrir e nos fazer sorrir, que seus olhos devem brilhar apenas de alegria e emoção, jamais de tristeza por falta do que lhe é garantido pela Lei 8.069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente. Menino de Carvão é um exemplo que jamais deve ser seguido por família alguma desse universo. Crianças são frágeis, são indefesas, ingênuas e carecem de cuidados, amor, carinho, educação, lazer e acrescentaria ainda, felicidade! Elas nos trazem felicidade e boa parte da felicidade delas depende da forma como seus pais as tratam em casa.
Um retrato social que não se distancia muito da contemporaneidade.