É sempre complicado julgar objetivamente trabalhos dos quais eu participei diretamente, de uma maneira ou de outra: aqui, acompanhei os vários processos de montagem e fiquei encantado pelo projeto desde a sua gênese espontânea, enquanto diálogo afetivo. Fiquei pensando comigo mesmo, antes de escrever este comentário: o que será que Julia Roberts acha de UMA LINDA MULHER, enquanto espectadora? Ou Taumaturgo Ferreira em relação ao malfadado KUARUP? Será que se atrevem a elogiar estes filmes, publicamente, para além do impacto (positivo ou negativo) que eles tiveram em suas vidas? Sou conhecido pelo meu exibicionismo, então publicizarei aqui as minhas impressões, a despeito de uma discordância de opinião em relação ao co-realizador, que recomenda discrição acerca de obras em relação às quais estejamos internamente vinculados. Revi mais uma vez o curta-metragem, antes disso, e sigo amando os seus detalhes e evoluções erótico-dialogísticas. Pessoalmente, prefiro um corte anterior, mas sou encantado pela sensibilidade de ambos os diretores, pela intensidade emocional que despejam num filme de duração tão pequena. Fechando uma espécie de trilogia da eutanásia quanto aos interesses dos planos de saúde (que começava com a constatação de um mal-estar em CAMA VAZIA e avançava para as decisões compartilhadas em A ÚLTIMA VALSA), aqui, o mui saudoso Jean-Claude Bernardet escancara os seus princípios mais íntimos: não tem medo de morrer (pelo contrário, é quase um anseio, frente à fadiga induzida pelas moléstias físicas e do Capitalismo) e é desejosamente ativo, em termos sexuais. E fico muito feliz que uma colaboração em áudio, tão spubita quanto sincera, tenha desencadeado as manifestações ígneas que compõem esta bela homenagem à cinefilia de quem ainda tem ereções, mesmo enquanto sente dor. Pessoalmente, acho incrível o que o nosso homenageado ensina aqui, em termos de práxis excitante. Acho este filme necessário e sensual, puro despejo de vida, mesmo envelhecida, mesmo declinante, mesmo cansada... Vida que goza e estimula outros a também gozarem. Obrigado por tudo, Bernardet! (WPC>)
É sempre complicado julgar objetivamente trabalhos dos quais eu participei diretamente, de uma maneira ou de outra: aqui, acompanhei os vários processos de montagem e fiquei encantado pelo projeto desde a sua gênese espontânea, enquanto diálogo afetivo. Fiquei pensando comigo mesmo, antes de escrever este comentário: o que será que Julia Roberts acha de UMA LINDA MULHER, enquanto espectadora? Ou Taumaturgo Ferreira em relação ao malfadado KUARUP? Será que se atrevem a elogiar estes filmes, publicamente, para além do impacto (positivo ou negativo) que eles tiveram em suas vidas? Sou conhecido pelo meu exibicionismo, então publicizarei aqui as minhas impressões, a despeito de uma discordância de opinião em relação ao co-realizador, que recomenda discrição acerca de obras em relação às quais estejamos internamente vinculados. Revi mais uma vez o curta-metragem, antes disso, e sigo amando os seus detalhes e evoluções erótico-dialogísticas. Pessoalmente, prefiro um corte anterior, mas sou encantado pela sensibilidade de ambos os diretores, pela intensidade emocional que despejam num filme de duração tão pequena. Fechando uma espécie de trilogia da eutanásia quanto aos interesses dos planos de saúde (que começava com a constatação de um mal-estar em CAMA VAZIA e avançava para as decisões compartilhadas em A ÚLTIMA VALSA), aqui, o mui saudoso Jean-Claude Bernardet escancara os seus princípios mais íntimos: não tem medo de morrer (pelo contrário, é quase um anseio, frente à fadiga induzida pelas moléstias físicas e do Capitalismo) e é desejosamente ativo, em termos sexuais. E fico muito feliz que uma colaboração em áudio, tão spubita quanto sincera, tenha desencadeado as manifestações ígneas que compõem esta bela homenagem à cinefilia de quem ainda tem ereções, mesmo enquanto sente dor. Pessoalmente, acho incrível o que o nosso homenageado ensina aqui, em termos de práxis excitante. Acho este filme necessário e sensual, puro despejo de vida, mesmo envelhecida, mesmo declinante, mesmo cansada... Vida que goza e estimula outros a também gozarem. Obrigado por tudo, Bernardet! (WPC>)