Daniel de Castro Gonçalves nasceu com uma deficiência que nenhum médico foi capaz de diagnosticar. No documentário em primeira pessoa o jovem relembra sua infância, por meio de registros de família, para tentar entender sua condição, enquanto no presente busca novas respostas para sua doença.
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Como Daniel mesmo fala que a deficiência dele só pôde ser retratada no cinema porque é branco cisgênero, se fosse em outro contexto, ninguém saberia que o tipo de deficiência dele existe. Achei legal porque nem ele, nem a família o coloca como o coitadinho, "tadinho o caraio".
Vi esse filme na Mostra de Cinema de Gostoso em 2018 e durante todo esse tempo acho que ele tinha sumido pra mim, quase não lembrei da existência e, me recordei agora pois o diretor tá de trabalho novo. Bom, eu preciso revisar pois já se passou muito tempo, mas lembro que amei esse filme. É um trabalho de memória com um material muito bom, caminhamos juntos com Daniel por sua vida e o filme nos gera grandes doses de reflexão. Excelente experiência!
Meu nome é Daniel - Brasil - 2018 - visto no dia 29.12.2020
Um filme de superação, luta diária. Isso que concluo, sintetizo desse longa. Um rapaz com uma condição rara, que enfrentou, enfrenta os obstáculos diários, até hoje não sabe o que tem, que o provoca a ter uma condição física dessa maneira, nenhum médico descobre que tipo de deficiência ou anomalia ou doença que ele tem. Um caso raro da medicina. Achei isso: como é possível, a medicina moderna não descobre o que essa rapaz tem? Enfim, gostei do documentário íntimo, sincero dele, da sua simplicidade, do seu histórico de vida, relação com os pais, garra e raça que teve desde de pequeno, deixa claro seus pensamentos sobre a sociedade como o enxerga, tira ideias precipitadas, ignorantes sobre a sua pessoa, além das dificuldades em geral. Ele nunca abaixou a cabeça e sempre enfrentou a vida. Não mostra, não há uma única ele vez reclamando da vida (como geralmente fazemos). Realmente é um símbolo de resistência. Gostei quando ele responde em um momento quando uma mulher (quando ele criança) diz sobre ele: -
Coitadinho. Em uma festa. E ele, com uma grande resposta diz: - Coitadinho é o C***lho.
peninha
certas mulheres são "maldosas", preconceituosas e sem educação
formatura, faculdade de cinema
Nota: 9,0
Gostei muito da forma intimista que Daniel conta sua história. Ele não se vê como "vítima" em nenhum momento, gosto muito disso.
Vi grátis no app Looke em dezembro de 2020.
Daniel começa e termina o documentário sem saber o que ele têm. Desde sempre procurou um diagnóstico que pudesse nomear sua deficiência e nunca o achou.
Em certo momento do longa, diz que está fazendo esse filme para entender o que é tudo aquilo.
Conta de sua vida: infância, adolescência e vida adulta, a partir dos registros feitos pelo tio, pelo pai, pela mãe e por ele mesmo em câmeras da família.
No começo era um filme para retratar o processo de descoberta de um diagnóstico, mas ele mesmo diz que a questão ali se torna outra: se ver, se entender e se deixar ser arrebatado pela pluralidade que é ser Daniel, uma pessoa que entre outras características, tem uma deficiência.
Dentre todos os questionamentos que surgem no processo do filme, Daniel se permite viver as várias faces do ser humano.
No fim das contas, entrega esse ensinamento: não importa quais características você têm. Importa é o que você vai fazer com elas, para que, através de cada uma, consiga ser o que é de melhor: você mesmo.
Incrível e merecidamente premiada produção do cinema nacional. Eu só consegui ver alugando por R$6,90 no YouTube, mas vale a pena!