Retrata o movimento do tempo sobre a vida de uma jovem mulher, de nome Dindi. Dona de uma quitanda à beira da falência no Rio de Janeiro, Dindi luta perigosamente pela sua sobrevivênvia, enquanto é perseguida por um agiota e um misterioso senhor.
Algumas vezes meus comentários geraram discórdia ou por ser extremamente realísticos e duros ou por ter colocado minhas impressões de espectador dissociado do cetro crítico, o longa metragem de estreia do diretor de curtas Bruno Safadi, me gerou expectativa e decepção. “Meu Nome é Dindi”, é curiosamente filmado em planos sequências, com baixíssimo orçamento, Bruno é acima de tudo um realizador, um guerreiro. O filme ganhou prêmio de melhor filme do Festival de Tiradentes talvez por ser ousado demais pra um filme de um estreante além do que, Bruno também assina o roteiro que, em minha humilde e anárquica visão, é um tanto autoral, e isso é bom, mas aqui essa autoralidade é mais um experimentalismo. O elenco está ótimo, bem dirigido, mas os diálogos do roteiro não ajudam. Somamos isso a uns erros de cortes e uma fotografia escura e simplória, mesmo sendo o diretor de fotografia o ótimo Lula Carvalho, fotógrafo premiado e filho de um dos mais respeitados diretores de fotografia do país, Walter Carvalho. A bem ou a ruim, a crítica procurou justificar o filme pela historia de Bruno como assistente de direção de Nelson Pereira dos Santos e Julio Bressane, por isso o filme saiu (vamos dizer) meio cinema novo o que, e que fique bem claro, não concordo. O “Cinema Novo” é contextualizasido historicamente em sua época, e naquela época tinha uma razão de existência. Mesmo que eu particularmente discorde de muita coisa do cinema novo. Precisamos ser claro e deixar dito que “Meu nome é Dindi” começa bem, mas vai se perdendo aos poucos e não chega a lugar nem um. Infelizmente. Pois mesmo com vários équivocos, Bruno Safadi parece ser um diretor que quer buscar sua identidade artística, mas isso só com o amadurecimento e prática contínua, o que espero acontecer. Sim! O filme está em meu blog na seção DRAMA página 36..
Me instiga, é como se fosse um filme em formato teatral e eu procurava isso,até pensei em fazer um, e o tempo todo imaginei como seria se fosse uma peça,as cenas foram muito bem colocadas, gostei bastante deste!
A atuação de Djin Sganzerla é estranha, propositalmente distanciada, o que cria um efeito de estranhamento que, se de início parece indicar uma composição incipiente para a protagonista, do meio para o final nos faz mergulhar em seu fascínio... A terceira parte do filme, uma enigmática seqüência numa praia, é absolutamente genial e, daí por diante, o filme goza de um intenso interesse: minha mãe ficou impressionadíssima com o que viu! (risos). Muitíssimo boa a direção e o uso da trilha sonora, bem como a coadjuvação do Carlo Mossy! (WPC>)
Algumas vezes meus comentários geraram discórdia ou por ser extremamente realísticos e duros ou por ter colocado minhas impressões de espectador dissociado do cetro crítico, o longa metragem de estreia do diretor de curtas Bruno Safadi, me gerou expectativa e decepção. “Meu Nome é Dindi”, é curiosamente filmado em planos sequências, com baixíssimo orçamento, Bruno é acima de tudo um realizador, um guerreiro. O filme ganhou prêmio de melhor filme do Festival de Tiradentes talvez por ser ousado demais pra um filme de um estreante além do que, Bruno também assina o roteiro que, em minha humilde e anárquica visão, é um tanto autoral, e isso é bom, mas aqui essa autoralidade é mais um experimentalismo. O elenco está ótimo, bem dirigido, mas os diálogos do roteiro não ajudam.
Somamos isso a uns erros de cortes e uma fotografia escura e simplória, mesmo sendo o diretor de fotografia o ótimo Lula Carvalho, fotógrafo premiado e filho de um dos mais respeitados diretores de fotografia do país, Walter Carvalho.
A bem ou a ruim, a crítica procurou justificar o filme pela historia de Bruno como assistente de direção de Nelson Pereira dos Santos e Julio Bressane, por isso o filme saiu (vamos dizer) meio cinema novo o que, e que fique bem claro, não concordo. O “Cinema Novo” é contextualizasido historicamente em sua época, e naquela época tinha uma razão de existência. Mesmo que eu particularmente discorde de muita coisa do cinema novo.
Precisamos ser claro e deixar dito que “Meu nome é Dindi” começa bem, mas vai se perdendo aos poucos e não chega a lugar nem um. Infelizmente. Pois mesmo com vários équivocos, Bruno Safadi parece ser um diretor que quer buscar sua identidade artística, mas isso só com o amadurecimento e prática contínua, o que espero acontecer.
Sim! O filme está em meu blog na seção DRAMA página 36..
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Me instiga, é como se fosse um filme em formato teatral e eu procurava isso,até pensei em fazer um, e o tempo todo imaginei como seria se fosse uma peça,as cenas foram muito bem colocadas, gostei bastante deste!
A atuação de Djin Sganzerla é estranha, propositalmente distanciada, o que cria um efeito de estranhamento que, se de início parece indicar uma composição incipiente para a protagonista, do meio para o final nos faz mergulhar em seu fascínio... A terceira parte do filme, uma enigmática seqüência numa praia, é absolutamente genial e, daí por diante, o filme goza de um intenso interesse: minha mãe ficou impressionadíssima com o que viu! (risos). Muitíssimo boa a direção e o uso da trilha sonora, bem como a coadjuvação do Carlo Mossy! (WPC>)
Um filme curioso, com bons planos e valorizado pela atuação da bela Djin.