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Duração
Matias, um órfão enfermo da Escola Primária de Michoacán, perdeu a pigmentação da pele e foi colocado em quarentena, longe de seus colegas. Enquanto isso, a presença e as palavras do romancista Mario Bellatin oferecem a perspectiva de cura para o seu corpo doente.
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Decepcionei-me largamente com minhas imersões anteriores no universo pretensamente experimental de Nicolás Pereda, em sua busca insistente pela poetização do real. Aqui, encho a boca para dizer: ele acertou! A proposta inicial, enquanto documentário, é magistralmente conduzida em sua emulação freireana, não sendo nada casual que a escola abordada tenha por nome Thomas More: o projeto de utopia educacional ali trazido à tona converte em ações o que sempre foi esperança. Ansiamos pela aparição de Matías e, ao mesmo tempo, o filme brilhantemente apresenta-nos via emulação desejosa do pensamento, via rizoma espectatorial mística à la Apichatpong Weerasethakul. Nos minutos finais, o diretor exagera um pouco na dose e comete erros anteriores, mas o conjunto discursivo é mui louvável em sua defesa aplicada da edução não-bancária transformadora. Fiquei emocionado: lindo! <3 (WPC>)