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Carlos Berger, pai de Germán Berger, foi assassinado pela ditadura do General Pinochet no começo dos anos 70. O diretor viveu apenas alguns dos primeiros anos da sua infância com o pai antes que ele fosse executado. Assim, o documentário surge como uma desculpa para que o próprio Germán descubra mais sobre Carlos junto com o espectador, e, no processo, denuncie a ditadura e a execução dos presos políticos no Chile, algo não muito diferente do que aconteceu aqui no Brasil no mesmo período.
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Co-produção do Chile e da Espanha, vencedor de 3 Kikitos de Ouro no Festival de Cinema de Gramado, incluindo o prêmio de melhor filme. É um documentário triste e doloroso, principalmente pra quem vivenciou aquela época trágica da ditadura chilena de Pinochet. Germán tinha menos de um ano de idade quando seu pai, Carlos Berger, advogado e jornalista, desapareceu. Ao longo do tempo, a imagem que ele foi capaz de reconstruir foi formada com base nas memórias e as histórias indiretas que ele podia ouvir. Sua família manteve um tipo de silêncio em torno de sua figura, para que o documentário "Minha vida com Carlos" viesse para rasgar esse silêncio. "Este filme quebrou o silêncio que prevaleceu em minha família por mais de 30 anos"."A razão pela qual eu fiz foi apenas uma enorme tristeza que impediu todo mundo de falar sobre o meu pai", declara de Barcelona Germán Berger, diretor deste documentário de 83 minutos, que é narrado em primeira pessoa, na voz de um homem que fala com seu pai assassinado - o pai que o levou embora - ao tentar conciliar-se com a sua biografia. É a jornada de um filho em busca da memória de seu pai assassinado. É também a história emocional de um país que não quer se lembrar. É o diário íntimo de uma família quebrada que tenta superar uma tragédia.