Em Miss Marx, brilhante, inteligente, apaixonada e livre, Eleanor é a filha mais nova de Karl Marx. Entre as primeiras mulheres a vincular feminismo e socialismo, ela participou das lutas dos trabalhadores, dos direitos das mulheres e da abolição do trabalho infantil. Em 1883, ela conheceu Edward Aveling, iniciando uma apaixonada, porém, trágica, história de amor.
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Muito bom Miss Marx, o tom descontraído deixou o drama biográfico leve até...
Meus deuses do materialismo, que mulher insuportavelmente submissa e abnegada! Está mais pra madre Teresa que pra militante política e feminista. Mas é isso: "O coração tem razões que a razão desconhece". Uma mulher que lutou para que um classe não fosse submetida à outra, mas na vida particular acaba se submetendo a um homem sem moral. "Nada nos homens me é estranho".
30/06/21.
A fotografia é linda, boas atuações, mas há alguns poréns: que diabo de trilha sonora punk foi aquela? O que veio pra ser, talvez, um adereço, se transformou em algo completamente deslocado num filme de época.
O roteiro, por sua vez, me pareceu confuso.
Se fosse mais pujante seria muito melhor, assim como O jovem Marx de Raoul Peck. Mesmo assim, concedi três estrelas pela iniciativa de contar a história pouco conhecida de Eleanor Marx, figura eclipsada pela genialidade do pai.
"A lei é que quanto maior o acúmulo de capital, maior será a pobreza em um país."
Li isso enquanto o Brasil ganha alguns bilionários na pandemia, ao mesmo tempo que aumenta vertiginosamente a quantidade de pessoas passando fome.