Modesta é um curta-metragem de 1956, ambientado em Porto Rico, no qual uma camponesa se rebela contra o autoritarismo do marido. Ela e outras mulheres de sua comunidade organizam a Liga das Mulheres Liberadas para lutar por seus direitos.
A demonstração efetiva de que boas intenções, às vezes, não são suficientes: por melhor que seja a ilustração lúdica do empoderamento feminino, neste caso, o fato de ser uma realização masculina implica em concessões problemáticas no discurso, conforme fica evidenciado na narração final, em que os acordos masculinos são prontamente aceitos, mas a reação defensiva das mulheres, quanto à "lei da vara", é posta em suspeição. Gosto da fotografia, da montagem, da inteligência risória dos 'close-ups' de bocas e orelhas, no instante da transmissão de notícias/fofocas, do fato de uma criança ser a porta-voz legislativa das mulheres, mas o clima fantasioso do enredo ("foi assim que me contaram...") converte em fabulação de um passo distante ("na época de meus tataravós"...) o que deveria ser transformação no presente. Na execução, infelizmente, elementos periféricos de manutenção do sexismo ficam indisfarçados. Mas a idéia é boa: este filme - que eu não conhecia - rende um ótimo debate. Vou divulgá-lo! (WPC>)
A demonstração efetiva de que boas intenções, às vezes, não são suficientes: por melhor que seja a ilustração lúdica do empoderamento feminino, neste caso, o fato de ser uma realização masculina implica em concessões problemáticas no discurso, conforme fica evidenciado na narração final, em que os acordos masculinos são prontamente aceitos, mas a reação defensiva das mulheres, quanto à "lei da vara", é posta em suspeição. Gosto da fotografia, da montagem, da inteligência risória dos 'close-ups' de bocas e orelhas, no instante da transmissão de notícias/fofocas, do fato de uma criança ser a porta-voz legislativa das mulheres, mas o clima fantasioso do enredo ("foi assim que me contaram...") converte em fabulação de um passo distante ("na época de meus tataravós"...) o que deveria ser transformação no presente. Na execução, infelizmente, elementos periféricos de manutenção do sexismo ficam indisfarçados. Mas a idéia é boa: este filme - que eu não conhecia - rende um ótimo debate. Vou divulgá-lo! (WPC>)