O cinema de Strau e Huillet simplesmente não é pra mim.Confessso que comecei com boa vontade mas lá pelas tantas não aguentei mais, e confesso também que é ignorância da minha parte mas eita que porre.
Filme magno do casal mais austero do cinema: como bem disse um amigo religioso, um filme em que, literalmente filma-se Deus. Impossível não deslumbrar-se de imediato com a grandiloqüência da música schoenberguiana, com a imponência das interpretações (imponentes até mesmo quando os atores estão de costas), com a variação da narrativa bíblica, acrescida de peculiaridades discursivas que vão além da mera ênfase religiosa. Os interesses do casal de cineastas são sobretudo políticos, como de praxe. No ato 2, há uma mudança de tom, que insere uma bem-vinda pluralidade de vozes revoltosas, ainda que o ritmo diverso assuste infinitesimalmente quem buscava uma ode litúrgica, afinal restabelecida no terceiro ato, numa operação que equanimiza o ato de "amar a Deus sobre todas as coisas" e o devido respeito à integridade da imagem cinematográfica. Obra-prima absoluta, um dos pontos áureos da filmografia magistral destes cineastas difíceis porém sempre recompensadores! <3 (WPC>)
O cinema de Strau e Huillet simplesmente não é pra mim.Confessso que comecei com boa vontade mas lá pelas tantas não aguentei mais, e confesso também que é ignorância da minha parte mas eita que porre.
Filme magno do casal mais austero do cinema: como bem disse um amigo religioso, um filme em que, literalmente filma-se Deus. Impossível não deslumbrar-se de imediato com a grandiloqüência da música schoenberguiana, com a imponência das interpretações (imponentes até mesmo quando os atores estão de costas), com a variação da narrativa bíblica, acrescida de peculiaridades discursivas que vão além da mera ênfase religiosa. Os interesses do casal de cineastas são sobretudo políticos, como de praxe. No ato 2, há uma mudança de tom, que insere uma bem-vinda pluralidade de vozes revoltosas, ainda que o ritmo diverso assuste infinitesimalmente quem buscava uma ode litúrgica, afinal restabelecida no terceiro ato, numa operação que equanimiza o ato de "amar a Deus sobre todas as coisas" e o devido respeito à integridade da imagem cinematográfica. Obra-prima absoluta, um dos pontos áureos da filmografia magistral destes cineastas difíceis porém sempre recompensadores! <3 (WPC>)
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