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Duração
O senhor e a senhora Arpel têm uma casa moderna num quarteirão asséptico. Eles têm tudo e na casa deles é tudo novo: o jardim é novo, a casa é nova, os livros são novos. Neste universo tão confortável, tão clean, tão high-tech, tão bem programado, o humor, os jogos e a sorte não têm lugar. E o filho Gérard aborrece-se. É então que irrompe o irmão da senhora, o tio, o Sr. Hulot. Personagem inadaptada, habituada ao seu mundo caloroso, vai, para delírio do sobrinho, virar tudo de pernas para o ar. Solteirão descontraído e vagabundo conquista a amizade do sobrinho mostrando as coisas simples da vida. Mas enfrenta os cuidados da irmã e do cunhado que querem vê-lo casado e trabalhando. "Meu Tio" venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e o prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Cannes.
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Que caos maravilhoso é esse filme, no início eu não estava botando muita fé, mas depois daquele almoço no jardim não consegui mais parar de rir, lembrar de nunca olhar se alguém assobiar na rua.
Primeiro filme a cores de Tati. A casa do senhor Hulot é um espetáculo visual à parte. Os gadgets modernos da casa dos pais de Gerard nos ativam muitas reflexões num filme que ainda é dos anos 50. Uma delícia de imagens urbanas, além da música maravilhosa! Certamente o Oscar e a Palma de Ouro foram justamente entregues.
Uma sátira a respeito dos novos rumos da França do pós-guerra, tentando encontrar seu espaço num mundo tecnológico e consumista, ao passo que a tradição mantem-se firme nos recônditos do país.
Como reflexão muito pode ser debatido; como comédia, "Mon Oncle" esquece de algo primordial: ser engraçado.
Não tem como não ser datado, mas dá pra se divertir assistindo em 2025. Me pergunto se, além de influenciar o David Lynch, o personagem também influenciou o Rowan Atkinson.
Quanta singeleza. Quando eu pensar em um filme feliz, me lembrarei de ''Meu tio''. Encantador demais!