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Data de lançamento
9 Out. 2022Duração
Kano está determinado a assumir o reino da terra, atacando violentamente cidade após cidade com a ajuda de três mercenários Black Dragon. Aqueles que não se submetem são aniquilados. Kenshi, um jovem arrogante e indisciplinado, perde tanto a visão quanto a confiança depois que Kano e seu clã o atacam. Kenshi então fica sob a tutela de Kuai Liang, agora aposentado e relutante em treinar Kenshi – mas também o único lutador poderoso o suficiente para desafiar Kano. Ao longo do caminho, Kenshi redescobre a esperança que havia perdido e um possível caminho para a redenção.
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Tirar Mortal Kombat de seus torneios místicos e jogá-lo em um cenário desolado ao estilo Mad Max é uma decisão indiscutivelmente ousada. A ideia de construir um faroeste pós-apocalíptico sob o domínio de um Kano envelhecido e ditatorial traz um frescor criativo bem-vindo, dando espaço a personagens que raramente protagonizam a franquia. No entanto, essa mudança drástica cobra o seu preço, soando alienante para os fãs da saga e parecendo um roteiro derivado que apenas recebeu o selo da marca por pura conveniência. O resultado é um universo alternativo interessante, mas que acaba esvaziado de propósito dentro da rica mitologia original.
A espinha dorsal da trama acompanha a relação entre Kenshi, um espadachim cego e inicialmente arrogante, e seu relutante mentor Kuai Liang, o antigo Sub-Zero. Embora a premissa acerte em cheio ao homenagear filmes japoneses de samurai e as jornadas de treinamento dos anos 80, a execução sofre com graves problemas de ritmo. Kenshi passa grande parte da história em uma postura lamentosa, enquanto a constante recusa de Kuai Liang em entrar no combate quebra qualquer senso de urgência. Essa lentidão injustificada faz com que o segundo ato estagne completamente, transformando uma animação de oitenta minutos em uma experiência que parece se arrastar.
No quesito ação e antagonistas, o longa recorre a um banho de sangue exagerado e mecânico para tentar mascarar seus buracos narrativos. Lutadores esquecidos da franquia e vilões clássicos, como Shang Tsung, são reduzidos a meros dispositivos de roteiro ou bucha de canhão para justificar o excesso de gore sem peso emocional. Kano perde todo o seu carisma sarcástico e caótico para se tornar um vilão genérico, enquanto Scorpion — usado à exaustão no marketing — surge apenas de forma abrupta no clímax, gerando uma frustrante sensação de propaganda enganosa.
O único elemento que realmente salva boa parte da experiência é o excelente trabalho do elenco de voz, que consegue conferir gravidade e emoção genuína a cenas que visualmente deixam a desejar. A animação sofre com uma brusca queda de qualidade técnica, apresentando modelos engessados, elementos em computação gráfica mal integrados e cortes frenéticos que simplesmente arruínam a fluidez das artes marciais. No fim das contas, o filme tem a coragem de testar um conceito estético instigante, mas peca gravemente ao entregar um roteiro mal ritmado e um espetáculo visual muito abaixo do esperado.
A animação só ganha força nos últimos momentos. Mas possui bons gráficos e a violência necessária.
12-01-2025
Violento, como Mortal Kombat deve ser. Entre filmes e animações, a melhor obra que assisti do universo de MK até hoje.
Legalzinho! Mas, sem dúvida a melhor parte são as lutas finais. E pensar que o jogo de Mortal Kombat cuja marca registrada sempre foi o sangue e a carnificina já chegou a ter um desenho animado classificação livre e sem fatalitie. Kkkkkk