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Data de lançamento
3 Março 2009Duração
Mulher Maravilha contará a origem da amazona na mísitca ilha grega de Temíscera e sua inevitável jornada pelo mundo dos homens, onde ela se estabelce como heroína que segue suas próprias regras. Entretanto, o conflito se estabelece quando o deus da guerra, Ares, escapa da sua prisão e jura vingança contra o mundo dos mortais e dos deuses. Cabe à Mulher-Maravilha impedi-lo.
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Mulher Maravilha - 8/10
Umas das melhores animações da DC que vi, vi uns 80% já. É bem curta, sem enrolação, com uma ótima construção de universo e dos personagens. Valoriza as ações e a aura da heroína.
Impressionante como tudo aqui funciona de forma bem mais satisfatória que naquele filmeco superestimado de 2017 rs.
Por mim eu faria uma série animada da Mulher Maravilha adaptando os quadrinhos de George Pérez.
Uma coisa os leitores de quadrinhos da DC Comics dificilmente podem reclamar: as animações. Com uma quantidade considerável de acertos, esse tipo de adaptação sempre se mostrou como um produto de qualidade. E com a heroína mais icônica das HQs não seria diferente. No longa animado, temos a oportunidade de conhecer a história de origem da Mulher-Maravilha. Filha da rainha Hipólita, ela treinou durante toda a sua vida na lendária ilha de Themyscira para se tornar uma guerreira. Após a chegada acidental de Steve Trevor à ilha e da recente fuga do Deus da Guerra, Ares, ela vê a oportunidade de finalmente testar suas habilidades de combate.
Um dos fatores mais positivos em relação à esse tipo de adaptação está nas cenas de ação. Cada cena de luta tem sua dose de violência. É o caso da sequência inicial da luta das amazonas contra o exército de Ares. Trata-se de um ótimo exemplo de como apresentar o vilão e o contexto dos personagens com objetividade. E isso é mais do que necessário para um longa com uma duração de apenas 1 hora e 14 minutos. Logo de cara entendemos a relação de Hipólita com Ares e a motivação por trás das ações do vilão da Mulher-Maravilha.
Mas antes da trama principal ganhar forma há espaço para o desenvolvimento da relação entre ela e Steve Trevor. É graças as cenas entre eles que temos os melhores momentos cômicos na animação. Mesmo com o choque cultural/ideológico, o roteiro trabalha o carisma de cada com sutileza. Por conta desse detalhe, descobrimos outras facetas desses personagens. Nesse sentido, o que fica bem marcado é como os diálogos de ambos evidenciam visões diferentes das relações entre homens e mulheres na sociedade.
Enfim, recomendadíssimo para quem é fã da personagem.
O design gráfico da animação é bem legal e o enredo mais geral, desde a prisão de Hades até sua fuga para tentar criar caos infinito no mundo também são bem interessantes. Por isso, dá até raiva constatar que esse filme poderia ter sido muito bom se não tivesse sido escrito por um monte de INCELS. Sim, um bando de incels machistas que não compreender o feminismo de fato e ficam aproveitando qualquer oportunidade pra enfiar uma mensagem de passamento de pano pro patriarcado. Por que a Perséfone traiu as Amazonas pra ficar com o Ares? "Ai, porque as mulheres preferem os bad boys, enquanto põem os 'nice guys' na 'friendzone'..." E aquele discurso patético dela após ser derrotada por Hipólita? "Não, porque nos foi negada uma vida de família e filhos..." Primeiro, que é muita canalhice colocar uma ideia estúpida dessa em destaque, fazendo crer que há algum "desejo inato" nas mulheres por família e filhos (o ideal pra elas na visão do patriarcado) tão forte que é maior que irmandade entre elas. Em segundo lugar, se for for uma tentativa de fazer uma crítica ao feminismo real, é uma crítica imbecil, porque o feminismo NUNCA pregou que as mulheres não devem ter família nem filhos, o que ele prega é que isso seja uma ESCOLHA, que esse destino não seja IMPOSTO às mulheres, como sempre foi na história da humanidade. Daí se tira o quanto de espantalho esse filme cria pra jogar seu veneno contra a luta das mulheres.
Mas é óbvio que essa ladainha incel masculinista não para por aí. O Steve é um mulherengo que trata as mulheres como meros objetos do seu prazer (e inclusive tenta EMBEBEDAR A MULHER-MARAVILHA PRA TRANSAR COM ELA), mas, claro, ele só faz isso porque alguma mulher malvada machucou seu pobre coração no passado... E aquele discurso dele no hospital, sobre como ele estava de "saco cheio" desse "papo sexista". Bicho, não tem uma só frase que sai da boca dele que não seja uma estupidez masculinista, a maioria passando pano pra todo crime do patriarcado contra as mulheres, ao mesmo tempo que tenta passar parte da culpa pras mulheres (no caso, as Amazonas). É simplesmente patético, e dificulta muito a apreciação do filme pra quem consegue facilmente enxergar essas táticas canalhas. Mas o pior, pra mim, foi eles terem colocado a MULHER-MARAVILHA pra ser salva pelo Steve, e daquela maneira tão absurda. Desde quando a Mulher-Maravilha precisa ser salva por alguém? Você pode vasculhar qualquer história de origem de qualquer super-herói masculino, você JAMAIS verá um deles ser salvo por alguma mulher, seja ela par romântico ou não. Mas os caras quiseram tanto diminuir a imagem da Mulher-Maravilha e das mulheres em geral que até esse absurdo eles meteram no filme.
E veja, antes que algum incel maluco venha me atribuir maluquices, não, eu não também não gosto desse ideal de "girlboss" que Hollywood tem nos empurrado goela abaixo. Eu detesto o que fizeram com a Rey nos SWs novos, a personificação da Mary Sue, e detesto boa parte do que a disney tem feito com as personagens femininas da Marvel, como She-Hulk, capitã Marvel, Lady Thor, etc. Mas não é por isso que devo fechar os olhos pra quando A MENSAGEM passada, embora oposta, é tão perigosa e nociva quanto estas últimas.