☆☆☆☆☆ - Obra Prima - (Filme que de fato é impecável, seja pela parte técnica ou reflexiva)
☆☆☆☆ - Excelente - (Filme pra ver e rever sempre que puder, muito bom)
☆☆☆ - Bom - (Filme que não é nem tão bom mas nem não ruim, está na média)
☆☆ - Ruim - (Filme que tem alguma coisa ou outra legal, mas poderia ser bem melhor)
☆ - Péssimo - (Filme que não tem nem alguma coisa ou outra boa, nada se salva)
----- Meia Estrela - (Meu amigo, se chegar a esse nível, pode mandar prender os produtores, pois é deplorável)
Condenação Brutal é o puro suco do cinema de ação/drama do final dos anos 80. O filme coloca Sylvester Stallone no papel de Frank Leone, um sujeito tranquilo que só quer cumprir o resto da sua pena em paz e retomar sua vida. O problema é que o sistema — personificado pelo sádico diretor interpretado por Donald Sutherland — decide transformar a vida dele em um verdadeiro inferno.
O que mais impressiona aqui é a sensação de angústia. É insano ver como o protagonista é perseguido e humilhado 24 horas por dia por puro sadismo da diretoria. O filme deixa com o sangue fervendo, torcendo para que Leone não quebre diante de tanta injustiça.
O elenco está excelente. Stallone entrega uma performance muito sólida, equilibrando a força física com a vulnerabilidade de alguém que está sendo acuado. Donald Sutherland, como o vilão, é desprezível e elegante na medida certa, fazendo raiva cada segundo dele em cena. A atmosfera de opressão me lembrou muito outro clássico do gênero, "Hell - O Inferno" (com o Van Damme), onde a prisão também funciona como um ecossistema brutal que tenta desumanizar o homem a qualquer custo. Com uma direção segura e momentos marcantes (como a cena do Mustang e o jogo de futebol na lama), é um filme que entrega entretenimento de qualidade e uma catarse necessária no final.