Dirigido por
Data de lançamento
14 Maio 2018Duração
Estados Unidos. Anos 70. Acompanhamos Jack (Matt Dillon), um serial killer altamente ardiloso e, seus crimes num espaço de 12 anos. Enquanto a inevitável intervenção da polícia se aproxima a cada passo, Jack se arrisca na esperança de realizar sua obra de arte definitiva.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Reassisti. É ao mesmo tempo incrível e extremamente desconfortável como Trier representa a violência. Eu acho, na realidade, que ele constrói uma estética da violência; e como ela é burra e desprovida do outro, né? Jack (que em inglês significa macaco e, o que fazem os macacos senão levantar algo?) se acha o "fodão", constrói toda uma teoria sobre o porque de assassinar todas aquelas pessoas enquanto não cessa de dizer para si mesmo o quão é genial, sendo que não, ele nem sabe identificar o que é uma bala "full metal"... mas é isso que é a violência, física ou simbólica, é anular o outro, espancando-o ou reduzindo-o a nada.
Há uma camada que me incomoda nos filmes dele, mas ainda não sei formular. As mulheres são sempre diminuídas, ingênuas, passíveis de ser agredidas... não sei, preciso ver os outros para confirmar.
Que baita FILMAÇO! Entra facilmente para o topo da lista dos melhores e mais bem produzidos filmes sobre psicopatas já feitos no cinema.
O destaque absoluto vai para Matt Dillon. Que atuação monumental! O cara convence perfeitamente como um serial killer, transitando de forma genial entre o desespero causado pelas crises de TOC e a frieza mais cirúrgica e monstruosa possível.
A direção é impecável e as cenas de tensão são construídas de forma magistral. Mas o ápice é como o roteiro amarra tudo: o filme começa como um suspense policial realista e, gradativamente, se transforma em uma metáfora visual espetacular baseada na Divina Comédia de Dante. A transição da realidade para o surrealismo religioso no final — com Jack construindo seu próprio legado de horror e descendo literalmente ao inferno guiado por Virgílio — é de explodir a cabeça.
A arrogância humana e a arte da destruição misturadas em um filme corajoso, violento e impecável. Filmaço com letras maiúsculas!
Realmente fiquei impressionado, bem melhor do que eu esperava.
Até o momento...
01 - Anticristo (2009)
02 - Melancolia (2011)
03 - Dançando no Escuro (2000)
04 - Ninfomaníaca: Volume 1 (2013)
04 - Ninfomaníaca: Volume 2 (2013)
05 - A Casa Que Jack Construiu (2018)
06 - Ondas do Destino (1996)
07 - Europa (1991)
08 - Epidemia (1987)
09 - Medéia (1988)
10 - O Elemento do Crime (1984)
11 - Imagens de Alívio (1982)
Ainda não assisti:
- Os Idiotas (1998)
- Dogville (2003)
- Manderlay (2005)
- O Grande Chefe (2006)
A edição me incomodou em alguns momentos, parecia que o diretor estava deslumbrado consigo mesmo, mas gostei das reflexões sobre a maldade humana e os limites da arte. História envolvente e final massa