Últimas opiniões enviadas
Gosto do filme, mas não acho a atuação da Jennifer Lawrence tão interessante quanto o papel que escreveram pra ela. Em minha opinião eu acho que é mais fácil ser reconhecido por uma boa atuação quando o papel age fora da curva e mais difícil fazer algo como a Fernanda fez em Ainda estou aqui. O tédio que ela transmite na atuação é tão estereotipado (e as vezes excessivo) que não me convence. O Robert interpreta muito melhor, na minha opinião. No geral é um filme bom, poderia ter pesado menos em algumas coisas...
Um cara que se acha esperto rouba alguns artefatos/quadros de um museu. É bizarro como ele lida com a arte, de forma burocrática (ele não se permite enxergar a beleza deles) e isso é um reflexo de como ele enxerga e lida com o mundo; ele não é atravessado por nada. James é um personagem que acredita que tudo na vida é um grande jogo de estratégia, onde quem vence é quem calcula melhor, manipula melhor e consegue chegar no topo... sozinho. Ele se vê como o cérebro por trás de tudo, o mais esperto, aquele que precisa controlar o tabuleiro (só que não!)...
Reflete o neoliberalismo e o jeitinho norte-americano de enxergar o mundo. Nele, ensina às pessoas que cada um deve cuidar apenas de si, competir o tempo todo e provar que é “o melhor”, como se a vida fosse uma disputa permanente. Quem vence é visto como gênio (um mastermind), e quem perde é tratado como se fosse culpa própria, mesmo quando o jogo já começou injusto.
Há um jogo belíssimo entre Mastermind e Masterpiece (do mundo da arte); o protagonista quer desesperadamente ser o mastermind: o cérebro por trás do plano perfeito, aquele que acredita enxergar vários passos à frente dos outros, o sujeito que imagina controlar as pessoas como peças e os acontecimentos como engrenagens. Ele vive mais na cabeça do que no mundo, mais na estratégia do que no encontro real com a vida. O prazer dele não está no que acontece, mas na sensação de estar no comando da arquitetura invisível.
Mas o filme vai mostrando, pouco a pouco, que a realidade não obedece à mente dele. Os afetos escapam, as pessoas não funcionam como personagens secundários do plano, os imprevistos corroem a fantasia de controle. E é justamente aí que surge o campo da masterpiece: não como obra gloriosa assinada por um gênio, mas como aquilo que emerge do fracasso do controle. Os momentos mais fortes do filme não são quando o plano funciona, mas quando ele racha, quando algo desanda, quando o personagem é obrigado a lidar com o que não pode ser calculado.
Últimos recados
Olha ele por aqui. Kkkk
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Olá Marcelle. Gosta de história também? Haha. É este o documentário; https://www.youtube.com/watch?v=xpiAQRqVZtQ
Revendo consigo perceber que a interpretação de Dustin Hoffman, também a forma como a cara do autismo mudou nas últimas décadas, é um pouco caricata. O filme simplifica e organiza comportamento autista para torná-lo legível ao público. Raymond vira uma figura que representa o autismo para o grande público, e isso inevitavelmente achata a complexidade real.