Dirigido por
Data de lançamento
17 Maio 2000Duração
Selma Jezkova (Björk) é uma mãe solteira portadora de uma doença hereditária na visão. Tentando impedir que seu filho fique cego como ela está ficando, Selma trabalha o máximo que pode para economizar e pagar sua operação. Têm-se início uma série de trágicos acontecimentos que mudarão para sempre os rumos de sua vida.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
O filme vai te preparando por uma hora completa, momento em que você chega a se perguntar o motivo de continuar assistindo uma história em que nada acontece com seus personagens para, em seguida, mudar completamente o seu ritmo e você passa a a torcer para que nada aconteça com esses mesmos personagens. É feito justamente para apontar a crueldade, a falta de lógica na existência, que coisas ruins acontecem com pessoas boas e não há nada que possamos fazer para mudar isso porque o resultado já aconteceu e foi irreversível. E aqui, ainda que seja extremamente chocante, Lars von Trier ao menos conta de uma forma que você não sinta nojo do filme ou da história, como ele fez em Anticristo, sabendo ao menos dosar a mão.
Von Trier cria um musical onde nada é feliz,como deveria. Em algum momento do filme,um personagem fala que musicais sempre precisam ser alegres do começo ao fim, e aqui temos algo completamente contraditório. Trier brinca muito nesse aspecto de querer que o espectador adivinhe a próxima cena e de acordo que o filme vai se desenrolando,a trama sufoca ainda mais. Ficamos com aquela ideia na cabeça de que pode acontecer algo mais trágico ali ou aqui e em alguns momentos acontece de fato.
Björk toma o filme pra si e executa a sua melhor apresentação no cinema e aqui,temos seu último protagonismo,segundo a atriz,esse trabalho exigiu bastante de seu psicológico e não conseguiu mais atuar em nada após. Suas cenas de cantoria são grandiosas e toda a sua potência vocal impressiona e faz com uma facilidade absurda. Suas cenas no drama não fica para trás,toda a sequência no trilho do trem e com David Morse são dignas de Oscar.
"Dizem que é a última canção, mas eles não nos conhecem, só será a última canção se deixarmos que seja." Frase que define perfeitamente bem a protagonista. Sempre sonhadora e não há tempo para discussões ou desentendimentos. Sua personalidade sempre meiga e sua alma doce faz dela um ser de luz e todo o final dói ainda mais por conta disso tudo. Enquanto via Selma sonhar a cada cena eu só lembrava do trecho da canção "Vamos Fazer um Filme":
"Quero um milhão de amigos
Quero irmãos e irmãs
Deve de ser cisma minha
Mas a única maneira ainda
De imaginar a minha vida
É vê-la como um musical dos anos trinta
E no meio de uma depressão
Te ver e ter beleza e fantasia"
>Revisto em 04 de Setembro de 2026
IMPRIMATUR - visto no cinema no ano 2001:
Apesar de ter me impactado bastante na sala de cinema, o filme é controverso. Fico na dúvida se ele esquece as regras do Dogma 95 ou se atua na subversão consciente do manifesto.
Avaliação em nota: 7.0
Que filme comovente.
Com um final impossível de não chorar.
Todos merecem uma segunda chance, dado isso ela n teve nenhuma chance. Reflitam