T. L. Mota
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Últimas opiniões enviadas

Os Horrores do Caddo Lake (Caddo Lake) 319

Os Horrores do Caddo Lake

  • T. L. Mota
    1 ano atrás

    (ÓBVIO que tem spoiler nessa resenha. Vá assistir ao filme antes de ficar lendo os comentários.)

    Nós fãs de filmes de viagem no tempo estamos sempre carentes de boas produções do gênero. Seja do tipo clássico, seja de loop ou buracos intertemporais, parece nunca haver uma boa quantidade de produções com essa temática, e as poucas que são lançadas nem sempre valem à pena. Por isso, é uma grata surpresa receber o mais recente filme com essa temática: Caddo Lake.

    Veja, se você gostou de Caddo Lake e é fã desse tipo de filme, pare AGORA MESMO de ler e vá assistir à série Dark, no netflix. (SÉRIO, só prossiga se vc já assistiu.) Não há dúvidas de que Dark é um marco na produção do gênero, com certeza em pé de igualdade com os grandes clássicos de viagem temporal (tão bom que transcende o próprio gênero e se torna mesmo uma das melhores séries já feitas, ficção científica ou não). Por isso, jamais poderia surpreender alguém que ela influenciasse outros filmes e séries. Na verdade, pelo contrário, o surpreendente é que não haja MAIS filmes e séries copiando a fórmula de Dark (eu mesmo, antes de Caddo Lake, só vi mais um, embora não diga o nome pra evitar spoilers, ¯\_(ツ)_/¯ ).

    Caddo Lake, como mencionado e como é óbvio pra quem tenha assistido ambos, é maciçamente inspirado em Dark. Com efeito, num certo sentido, "inspirado" apenas é até eufemismo: pode-se dizer que Caddo Lake é basicamente uma cópia descarada de Dark, sem tirar nem pôr. Claro, nem de longe com a mesma complexidade, profundidade e qualidade do último, mas, ainda assim, e surpreendentemente, não deixa de ser um bom entretenimento. Dark é tão bom que seu fim nos deixou a todos órfãos, com um gostinho de quero-mais; por isso, em vez de detrair, a indiscutível semelhança da trama funciona a favor de Caddo Lake.

    Na verdade, se copiasse Dark um pouquinho melhor e apostasse em se complexificar e aprofundar um pouco mais, o filme teria lucrado bastante. Óbvio que não precisava esticar por 3 temporadas inteiras como uma série, mas com uns 20 minutos ou meia hora a mais, explorando melhor e com mais tempo algumas relações e o impacto das mudanças temporais na vida dos personagens, Caddo Lake poderia ter se tornado mais que apenas um bom entretenimento, mas um verdadeiro clássico do gênero. Por exemplo, não deixa de ser decepcionante que não acompanhemos um pouco mais a vida de Anna, seja na sua adaptação ao passado, seja já crescida, na sua convivência com o filho, Paris. O próprio Paris também é sub-explorado e, a meu ver, o filme ganharia muito se o mostrasse reencontrando a mãe, mesmo que não conseguisse salvá-la. O final dele, na verdade, embora não seja ilógico, foi uma das coisas que mais me desapontaram, e eu preferia que ele, em vez de morrer daquela maneira triste, tivesse ficado preso numa outra época, seja num futuro bem além de 2022, seja mesmo no próprio ano de 1952, junto de sua mãe quando criança. Já imaginou o plot twist se a Ellie investigasse um pouco mais e descobrisse que o próprio Paris ajudou a terminar de construir a represa, enquanto acompanhava o crescimento de sua mãe? Seria uma boa forma de ele passar mais tempo com ela, após perdê-la daquela maneira tão trágica.

    Enfim. Caddo Lake não traz nada de novo para o gênero e peca por sua falta de ambição e certa previsibilidade da trama, mas nem por isso deixa de ser um filme bacana. Ainda que tenha seus escorregões aqui e acolá, a boa edição, o roteiro amarradinho e o carisma e boa atuação dos protagonistas nos deixam vidrados do começo ao fim, torcendo por eles. Dylan O'Brien e Eliza Scanlen estão muito bem e carregam satisfatoriamente a trama. Mas eu gostei principalmente da pequena Caroline Falk, que faz a Anna criança, uma pena que ela não tenha tido mais tempo de tela. De toda forma, um filme que vale a pena ser visto, especialmente pra nós que estamos sempre carente de um bom filminho de viagem no tempo.

  • Mulher-Maravilha (Wonder Woman) 114

    Mulher-Maravilha

  • T. L. Mota
    1 ano atrás

    O design gráfico da animação é bem legal e o enredo mais geral, desde a prisão de Hades até sua fuga para tentar criar caos infinito no mundo também são bem interessantes. Por isso, dá até raiva constatar que esse filme poderia ter sido muito bom se não tivesse sido escrito por um monte de INCELS. Sim, um bando de incels machistas que não compreender o feminismo de fato e ficam aproveitando qualquer oportunidade pra enfiar uma mensagem de passamento de pano pro patriarcado. Por que a Perséfone traiu as Amazonas pra ficar com o Ares? "Ai, porque as mulheres preferem os bad boys, enquanto põem os 'nice guys' na 'friendzone'..." E aquele discurso patético dela após ser derrotada por Hipólita? "Não, porque nos foi negada uma vida de família e filhos..." Primeiro, que é muita canalhice colocar uma ideia estúpida dessa em destaque, fazendo crer que há algum "desejo inato" nas mulheres por família e filhos (o ideal pra elas na visão do patriarcado) tão forte que é maior que irmandade entre elas. Em segundo lugar, se for for uma tentativa de fazer uma crítica ao feminismo real, é uma crítica imbecil, porque o feminismo NUNCA pregou que as mulheres não devem ter família nem filhos, o que ele prega é que isso seja uma ESCOLHA, que esse destino não seja IMPOSTO às mulheres, como sempre foi na história da humanidade. Daí se tira o quanto de espantalho esse filme cria pra jogar seu veneno contra a luta das mulheres.

    Mas é óbvio que essa ladainha incel masculinista não para por aí. O Steve é um mulherengo que trata as mulheres como meros objetos do seu prazer (e inclusive tenta EMBEBEDAR A MULHER-MARAVILHA PRA TRANSAR COM ELA), mas, claro, ele só faz isso porque alguma mulher malvada machucou seu pobre coração no passado... E aquele discurso dele no hospital, sobre como ele estava de "saco cheio" desse "papo sexista". Bicho, não tem uma só frase que sai da boca dele que não seja uma estupidez masculinista, a maioria passando pano pra todo crime do patriarcado contra as mulheres, ao mesmo tempo que tenta passar parte da culpa pras mulheres (no caso, as Amazonas). É simplesmente patético, e dificulta muito a apreciação do filme pra quem consegue facilmente enxergar essas táticas canalhas. Mas o pior, pra mim, foi eles terem colocado a MULHER-MARAVILHA pra ser salva pelo Steve, e daquela maneira tão absurda. Desde quando a Mulher-Maravilha precisa ser salva por alguém? Você pode vasculhar qualquer história de origem de qualquer super-herói masculino, você JAMAIS verá um deles ser salvo por alguma mulher, seja ela par romântico ou não. Mas os caras quiseram tanto diminuir a imagem da Mulher-Maravilha e das mulheres em geral que até esse absurdo eles meteram no filme.

    E veja, antes que algum incel maluco venha me atribuir maluquices, não, eu não também não gosto desse ideal de "girlboss" que Hollywood tem nos empurrado goela abaixo. Eu detesto o que fizeram com a Rey nos SWs novos, a personificação da Mary Sue, e detesto boa parte do que a disney tem feito com as personagens femininas da Marvel, como She-Hulk, capitã Marvel, Lady Thor, etc. Mas não é por isso que devo fechar os olhos pra quando A MENSAGEM passada, embora oposta, é tão perigosa e nociva quanto estas últimas.

  • O Banho do Diabo (Des Teufels Bad) 64

    O Banho do Diabo

  • T. L. Mota
    1 ano atrás

    'O Banho do Diabo' = 'A Bruxa' + 'Midsommar'

    'O Banho do Diabo' não é um filme propriamente de terror, é um drama histórico contado com elementos cinematográficos de terror. Mas óbvio que isso não o torna menos aterrorizante; pelo contrário, é justamente por esse seu caráter chocantemente real (inclusive fielmente baseado na pesquisa histórica da professora Kathy Stuart) que o filme nos aterroriza, nos perturba e nos toca ainda mais. Aqui não é um alienígena ou demônio imaginários atormentando pessoas numa narrativa puramente ficcional; é a própria realidade de pessoas que de fato existiram que as leva ao limite da loucura e do desespero.

    A mencionada pesquisa na qual o filme se baseia desnuda a prática do 'suicídio por procuração' [suicide by proxy]: uma tendência na Europa dos séc XVII e XVIII no qual a pessoa que queria se matar, para evitar a condenação eterna do suicídio, cometia um assassinato, pra que assim fosse condenada à morte. Incrivelmente, segundo o dogma cristão, o mais brutal assassino ainda tem chance de absolvição; mas o suicida, não.

    Quem mais recorria a essa prática, compreensivelmente, eram as mulheres e, ao ver a história de Agnes, nossa trágica protagonista, fica fácil entender por quê. Vivendo sob os horrores de uma sociedade ultrapatriarcal e ultra-religiosa como aquela, onde a autonomia era praticamente nula e o mais ínfimo dos desvios já fazia de você um pária, as almas mais sensíveis e menos propensas à submissão total não tinham outro destino a não ser o do brutal sofrimento – e um sofrimento calado, silencioso, sem ter ninguém a quem recorrer ou pedir ajuda. E olha que Agnes nem tinha tantos "desvios" assim: além de colecionar insetos e ter uma relação um pouco mais lúdica e afetiva com a natureza, ela pactuava de todos os dogmas de sua comunidade. Inclusive, foi sua imensa vontade de ser mãe (quando não realizada), que precipitou sua depressão; e foi sua desmedida religiosidade que a lançou ao hediondo caminho do infanticídio.

    A depressão, por sinal, é sem dúvida um dos mais importantes temas do filme. Boa parte do que há nele de mais assustador e mais propriamente de terror emana de testemunharmos a assustadora e pungente situação de um quadro de depressão numa sociedade como aquela, que não faz a menor ideia do que seja essa doença e no máximo a considera como "coisa do demônio". Agnes, e todas as pessoa na mesma circunstância, precisam lidar não apenas com a depressão, que já é terrível mesmo com toda ajuda possível, mas também com o desprezo, a repulsa, o preconceito e execração da sociedade, o que torna tudo infinitamente pior. Mesmo o tipo de "ajuda médica" proposta a princípio, antes do abandono, não passa de um método semidisfarçado de tortura, que funciona mais como punição do que cura.

    Há quem reclame de que o filme seja muito lento, e é uma reclamação até válida para nossa época, tão viciada em estímulos ininterruptos. 'O Banho do Diabo', de fato, segue uma lógica mais contemplativa, e se demora longamente na construção e descrição do comportamento e da psiquê de sua protagonista, bem como do contexto social medieval do qual faz parte. No entanto, aqueles que sabiamente se entregam ao filme são presenteados com uma meia hora final simplesmente arrebatadora, onde a fenomenal atuação de Anja Plaschg – até aquele momento, mais sutil e minimalista – se revela em toda sua grandiosidade. Sério, pô, aquela cena da confissão na prisão, na minha opinião, sem dúvida já faz parte da história do cinema.

    O filme termina com a cena do festejo pós-execução, que parece brilhantemente inverter o significado do título. Se, num primeiro momento, o 'banho do diabo' parece remeter ao nome que os aldeões dão à condição de Agnes, ao vislumbrarmos aquela grotesca celebração, praticamente um literal e genuíno banho de sangue (que, pasmem, é também totalmente baseado em fatos reais), entendemos que o verdadeiro banho do diabo, quem sofre, é aquela sociedade. Se há alguma patologia realmente diabólica no filme, é a ideologia e modo de vida daquelas pessoas. Nesse sentido, 'O Banho do Diabo', além das críticas infelizmente ainda bastante atuais que faz aos abusos do patriarcado e ao descaso com as pessoas depressivas, traz também uma mensagem bastante gnóstica, como que realmente legitimando que a decisão de Agnes de escapar daquele mundo essencialmente doente, incrivelmente, parece ser a mais sensata.

  • Nicholas 2 anos atrás
  • Jordison 3 anos atrás

    Se quiser assistir serie de qualidade então assista Homeland (2011-2020) pois é fantástico!

  • Marcelo 6 anos atrás

    Amigo kd vc no AMANTES DA SÉTIMA ARTE, dicas do cinema:
    https://www.facebook.com/groups/amantesda7arte