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Data de lançamento
28 Abril 2023Duração
Ambientada em um presente alternativo, a trama acompanha Beau Wassermann (Joaquin Phoenix), um homem extremamente tenso e paranóico que tem uma relação turbulenta com a mãe dominadora, Mona (Patti LuPone), e nunca conheceu o pai. Quando Mona morre, Beau precisa ir até sua antiga casa para o funeral, mas a viagem acaba sendo dificultada por uma série de acontecimentos imprevisíveis que parecem tentar desviá-lo de sua jornada a qualquer custo. Agora, ele deve enfrentar seus piores - e mais absurdos - medos se quiser chegar ao seu destino.
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O pior dia da vida desse homem parece ser TODOS os dias.
O sujeito é tão completamente dominado pela culpa, pela ansiedade e pela mãe, que até respirar parece uma decisão que precisa de permissão. É como se o filme pegasse uma crise de ansiedade, desse 3 horas de duração e falasse: “bora".
Ari Aster acerta, muito. Cada situação absurda, pessoa aleatória, ameaça no meio do caminho parece uma manifestação daquele medo infantil de fazer alguma merda e ser punido por isso. A cidade vira um inferno, a família é um pesadelo, o desejo é MORTAL; mesmo a possibilidade de viver alguma coisa por vontade própria parece carregar uma culpa gigantesca.
Mas, o Beau não é um coitado, não. Ele é tão passivo diante da própria vida que, em determinado momento, dá vontade de entrar na tela e falar: MEU MANO, REAGE! Não adianta. É a passividade encarnada.
O medo de decepcionar alguém é tanto, que quando ele finalmente precisa escolher por si mesmo, simplesmente não sabe como fazer isso.
Doses descaradas de comédia. Confesso que a culpa e a dependência emocional me deixaram genuinamente desconfortável. O filme consegue imprimir a sensação de que você não devia estar vendo muitas das coisas presentes nesta odisseia.
"Eu Também" - Passo.
Um filme fora da caixinha que prende a atenção na primeira hora (tem inclusive sequências geniais), mas se torna estafante e muito pedante nas duas horas seguidas. Até a atuação de Joaquin Phoenix fica comprometida.
Um filme longo e fora do comum, algumas partes são interessantes, mas outras são cansativas. Difícil descrever sobre, tem muita coisa estranha, absurda e simbólica durante as quase 3 horas do filme.
Se eu conseguisse definir Beau is Afraid em uma ou duas palavras, ainda assim seria muito difícil dizer sobre o que esse filme se trata. Vamos então dizer o seguinte: é a jornada de um homem até a casa de sua mãe contada da maneira mais criativa, absurda, ambiciosa e psicodélica já feita.
Joaquin Phoenix interpreta Beau, um homem solitário de 40 e poucos anos com sérias questões com sua mãe, Mona. Após saber que sua mãe morreu por meio de uma ligação telefônica, Beau deve viajar até o funeral. A partir daqui o filme desmiola de vez e nesse momento, você deve assisti-lo de mente muito, mas muito aberta.
Um lar amoroso que mais parece uma clínica de reabilitação, um flashback de infância numa viagem de cruzeiro, uma peça teatral que pode ou não estar falando do protagonista, uma viagem para o subconsciente e um tribunal moral exibido para uma plateia de espectadores (nós, o público).
O nível altamente simbólico das imagens e a audácia de contar uma história de maneira tão original pode afastar muitas pessoas desse filme estranho. Sendo assim, sigo com a mesma impressão de quando o assisti pela primeira vez: é o melhor e o pior filme do ano ao mesmo tempo!