Dirigido por
Duração
Tudo começa quando o cínico escritor norte-americano Pete McKell (Michael Vartan) se junta a uma turma de férias em viagem pelas águas do rio do Kakadu National Park, na Austrália. As diferenças que logo surgem entre ele e a guia (Radha Mitchell) devem ser dissipadas quando um enorme crocodilo começa a atacar o barco onde viajam, tornando o passeio um verdadeiro inferno.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Incrível!!! Um filme com uma produção bem feita, ótimas atuações, efeitos especiais de 1 categoria e os momentos de tensão, são tensos e te faz torcer pelos personagens.
Nota 5!!!!
Amo este filme! O elenco é ótimo, a trilha sonora instrumental, a cinematografia, o CGI do crocodilo envelheceu bem... mas deveria ter havido mais mortes e mais tempo de tela para o réptil.
esse filme é muito bom???? sei lá, não esperava que fosse entregar tanto! combina realismo e maluquices tipo "moh mentirada isso aí" na quantidade ideal. fiquei tensa de verdade e achei que entregou mortes legais. meio que virou meu filme de crocodilo preferido <3
🩸 Desafio de Terror ~ 100 filmes pra ver antes de morrer de medo
44. Filme de terror com crocodilos ou jacarés
Link: filmow.com/listas/desafio-de-terror-100-filmes-pra-ver-antes-de-morrer-de-medo-l250017
Existem filmes que entregam mais do que deveriam com o pouco que têm. Rogue, de 2007, é um exemplo raro de quando o terror de criatura funciona não porque tem muito, mas porque sabe exatamente como usar o que tem. Nem todo filme precisa de milhões em CGI, uma criatura robótica gigante ou uma explosão por minuto pra te deixar tenso. Às vezes, tudo que se precisa é um barco, um grupo de turistas azarados e um crocodilo com instinto de serial killer. E uma boa câmera, claro — que é exatamente onde Rogue brilha antes mesmo da primeira mordida.
Sim, eu sei: a frase “a fotografia é linda” costuma vir seguida de bocejos. Mas acredite em mim — o norte da Austrália nunca pareceu tão deslumbrante quanto aqui. Os rios vastos, a vegetação espessa, o calor úmido e sufocante (com moscas de brinde!)... Rogue funciona como um comercial turístico involuntário e maravilhoso — até o momento em que você percebe que talvez o melhor seja admirar esse paraíso só pela televisão mesmo. Porque o crocodilo que habita essas águas tem claramente questões mal resolvidas com a humanidade. A natureza te chama com um sorriso e te mata com um bote.
A história acompanha Pete McKell, um escritor americano de guias de viagem. Interpretado com competência (e uma certa cara de “o que eu tô fazendo aqui?”) por Michael Vartan, Pete se junta a um passeio de barco pelas águas do norte da Austrália, guiado pela encantadora Kate Ryan (Radha Mitchell), que comanda turistas com segurança, charme e uma paciência budista diante de gente que, sem querer, vai virar isca. O grupo de personagens é surpreendentemente funcional: o viúvo estoico, a mãe que sobreviveu ao câncer, o fotógrafo obcecado, o casal aleatório, a guia resiliente, o escritor deslocado. O grande acerto é que Rogue divide bem seu drama. Não cai na armadilha do “vamos chorar a cada 10 minutos”. Cada personagem recebe uma pincelada de história — só o suficiente pra você lembrar que eles são humanos antes de virarem petisco. Não tem tempo pra melodrama quando a maré está subindo e a ilha onde você se refugiou vai desaparecer.
E sim, o crocodilo. Ele não é só grande. Ele é quase mitológico. O CGI? Às vezes é meio Lake Placid, eu admito. Mas aqui vem o pulo do gato — ou melhor, o bote do crocodilo: o filme sabe disso. Não tenta empurrar o bicho na sua cara a cada três minutos. Ele sugere, esconde, insinua. E quando mostra... olha, é tosco com estilo. Tipo aqueles efeitos que você perdoa porque o resto funciona. E funciona bem.
Vamos falar de tensão? A cena da travessia por uma corda é daquelas que colocam gente de ponta-cabeça — literalmente. Gente demais, corda de menos, crocodilo espreitando. A tensão não vem do susto fácil, mas da certeza de que alguém vai se ferrar — só não sabemos quem. E mesmo quando ninguém se ferra, a cena continua ótima, porque é bem filmada, bem montada e cheia de silêncio ameaçador. A ausência do ataque funciona tanto quanto o ataque em si. E aí vem o terceiro ato, que quase vira um spin-off: Pete, sozinho, entra na toca do crocodilo e encontra Kate (desacordada, como manda o manual da donzela em perigo, mas ainda com dignidade). É escuro, claustrofóbico, nojento, cheio de ossos, lama e aquela energia de “isso vai dar muito errado”. O bicho dormindo com o olho semiaberto, o som da água pingando, a câmera se movendo entre raízes e buracos... é quase uma coreografia do desespero. O embate final é absurdamente bom — no melhor sentido do absurdo. Pete, ferido e improvisando com o que tem à mão, enfrenta um monstro de meia tonelada com galhos, pedras e pura teimosia. Realismo? Nenhum. Satisfação? Toda.
Rogue é a prova de que sim, é possível fazer terror de criatura sem jorrar dinheiro na tela. Ele não se leva a sério demais, mas respeita o público. Não é um épico do terror, mas é um exemplo redondinho de como fazer muito com pouco — e de como transformar um crocodilo digital em uma ameaça de verdade. No fim, Rogue é o tipo de filme que te faz olhar de novo para aquele passeio de barco no catálogo da agência de viagens e pensar: “melhor ver de casa, com as janelas fechadas”. E esse, meu amigo, é um baita elogio.
É um ótimo filme de crocodilo e a nota daqui é bem injusta.