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Duração
Dois ritmos correm em paralelo: o da vida em resistência, que dança e canta circularmente, e o da imposição colonial, que parece sempre estar atrasando o desenvolvimento do movimento. Ao redor das festividades pelo lançamento de um filme que conta a história de um colonizador francês que chegou e “se apaixonou” pelo território hoje conhecido como Guiana Francesa, o filme brinca com esses atrasos e bloqueios da imagem em movimento para criar uma reflexão em torno de um imaginário cinematográfico erguido sobre estereótipos.
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No início da sessão, ainda sem identificar o diretor, achei o tom iconoclasta da narração muito assemelhado ao de OUÇA A BATIDA DAS NOSSAS IMAGENS, que parte de uma premissa muito similar. Tratava-se do mesmo realizador, portanto. Aqui, achei as suas lembranças frustradas de infância um tanto repetitivas, na percepção tardia (e bem-vinda) de subsunção anterior aos espetáculos colonialistas. Gosto do que o curta-metragem provoca, do debate que ele incita. Mas não o achei tão fascinante quanto o trabalho anterior... Infelizmente (em mais de um sentido)! - WPC>