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Duração
Um retrato da comunicação dividido em três partes: a primeira mostra três cabeças (feitas de diversos materiais, entre frutas, peças de cozinha e material escolar) devorando-se infinitamen- te, o segundo retrata um casal e seus problemas para lidar com o produto de sua paixão, e o último mostra duas cabeças jogando uma variante bizarra do jogo pedra-papel-tesoura.
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Acho que precisamos voltar a um diálogo mais autêntico, onde as partes não sejam consumidas ou transformadas em algo que não são.
A primeira cena, onde as duas figuras começam a trocar partes de seus corpos, como comida e carne, me fez pensar sobre como elas não se comunicam de forma verdadeira, mas se alimentam de maneira grotesca, como se estivessem consumindo as ideias e sentimentos do outro sem realmente se conectar. Não é muito diferente de como são as relações hoje em dia, baseadas em expectativas externas, e não em uma troca verdadeira.
Outra cena muito impactante, foi a do bebê sendo descartado parece que é sobre quando não há uma comunicação verdadeira ou compreensão entre as partes, até mesmo o mais precioso pode ser descartado sem remorso. Essa metáfora pode refletir a maneira como lidamos com responsabilidades, afetos e as consequências de nossas ações.
Só tendo amor a arte mesmo para ter um trabalho imenso de produzir um curta desses.
Primeiro ato: Discussão exaustiva
Segundo ato: Discurso Apaixonado
Terceiro ato: Conversa Factual
Gostei muito da segunda parte. Fico imaginando o trabalho que deu para fazer esse curta!
uma exploração surrealista das camadas mais profundas das possibilidades e conflitos dialógicos: porque a conversa é sempre, em alguma medida, kafkiana (confusa, irreal, entorpecente, laboriosa ou absurda)
1) do diálogo ad infinitum, imperecível e eterno, antropofagia dialógica, pra depois vomitar versões alternativas do outro, cada um deglutindo e cuspindo com mais voracidade; 2) do diálogo passional, um desmanchar-se numa volúpia de barro, desentendimento e aniquilação da maleabilidade transitória; 3) eu tenho de ser eu, o outro tem de ser outro, cada cabeça, um cosmos: um diálogo é uma colisão astronômica