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Duração
O malandro Bamba fratura o crânio numa disputa com a polícia. No hospital, apaixona-se pela enfermeira Amélia, com a qual quer se casar, ao sair da prisão. Depois de um último golpe, Bamba muda de vida e se casa com Amélia. Ela, no entanto, precisa esconder o matrimônio, para não infringir o regulamento do hospital no qual trabalha. Não satisfeita, aproveita os inusitados horários de trabalho para se casar com um outro rapaz, levando uma vida dupla.
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Comédia de costumes bem desenvolvida.
Ótimos números musicais e Inezita Barroso brilhando em cena.
Clássico do cinema brasileiro. Inezita Barroso fez um dos Melhores Papéis de sua Curta carreira de atriz, interpretando uma mulher bigama. Nessa época, os casos de Bigamia eram muito frequentes, e eram os homens.Destaque também para Cole Santana, Paulo Vanzolini e Adoniran Barbosa.
Assisti só por causa da Inezita Barroso e já esperava gostar de ver ela em cena, mas não imaginei que ela brilhasse tanto. Desde sempre muito carismática e muito talentosa, e nenhuma cena sua cantando é dispensável.
E o papel me deixou bem surpreso, pois ao mesmo tempo que Amélia encarna a "mulher ideal" da música de Ataulfo Alves, que vive para seu homem e lhe tira da vida vadia, ela própria é uma subversão desse estereótipo, pela enorme autonomia que tem em relação ao homem e pelo crime que acaba cometendo seguindo os desejos de (mais uma vez) um homem.
Amélia é muito mais do que aquela que o marido vê em relação a si, mas mesmo errando e sendo punida, ainda é uma heroína e é uma "pessoa boa" (em oposição ao segundo marido e sua família, todos poderosos e desprezíveis). Achei lindo que João soube reconhecer isso e a recebe com amor na saída da prisão.
Mas ele ainda deixa claro como ama sua esposa, precisa dela dentro de casa; afinal, a Amélia da música ainda é a mulher que o homem quer como esposa. Esse é um dentre outros momentos em que o filme é machista. E não só isso, é racista, classista e datado. Dá pra ver aqui o humorista notável que Colé Santana foi, mas ele conseguiu, sem o saber, tornar tudo isso carismático. Hoje, 60 anos depois, várias de suas piadas nesse filme podem causar mais caretas que risadas.
Este está entre os vários filmes nacionais antigos que foram exibidos pela TV Justiça na Sessão Cinemateca Brasileira, no período de 2011 a 2013. Descobri na época essa sessão por acaso, zapeando, até mesmo porque eu nunca iria imaginar que um canal como a TV Justiça também fosse exibir filmes haha. A sessão era às sextas às 21h com reprise aos domingos, 18h30. Este "Mulher de Verdade" achei regular, tem cenas engraçadas mas também se nota a produção meio desajeitada e o ritmo irregular atrapalha um pouco. Destaque para a Inezita Barroso, que morreu ano passado aos 90 anos, e era cantora, atriz, e apresentava o programa sertanejo Viola, Minha Viola, na TV Cultura, que meu pai sempre assistiu todo domingo de manhã, hehe.