O Auto da Compadecida

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O Auto da Compadecida (2000)
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Média do filme: 4.3 de 5 — baseado em 65522 votos
MÉDIAFILMOW
4.3
65522 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Guel Arraes
Data de lançamento 10 Set. 2000 Outras datas
País de origem Brasil 🇧🇷
Duração 104 min (1h44)
Classificação indicativa de O Auto da Compadecida: L - Livre para todos os públicos

Dirigido por

Data de lançamento

10 Set. 2000

Duração

104 minutos Classificação indicativa de O Auto da Compadecida: L - Livre para todos os públicos
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Sinopse

As aventuras de João Grilo (Matheus Nachtergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de cada dia e atravessam por vários episódios enganando a todos da pequena cidade em que vivem.

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Tigre de Papel | Trailer Legendado

Tigre de Papel

Comentários 0
amigos querem ver
guslightyear
Gustavo
1 mês atrás

O alto da compadecida não é um filme ruim, ele apenas não dialogou comigo. É nitidamente uma peça de teatro adaptada para uma película. As falas, as atuações, o ritmo, o roteiro, tudo é teatral! Tudo bem produzido, bem filmado, bem atuado, porém não apela a minha alma. Não me pega. Essa visão cristianizada do Suassuna sempre me deu um pouquinho de vergonha alheia. Tanto é que, para mim, o final do filme é um sermão moralista apelativo a humildade e a culpa cristã comicamente poético e constrangedor.

editado
cristhiano
Cristian O. Santos
1 mês atrás

IMPRIMATUR - visto no cinema no ano 2000:

Eu não acompanhei a minissérie por isso a experiência acabou como inédita. No fundo tenho certa ressalva sobre esse tipo de conversão, mas jamais vou desmerecer o filme nacional preferido do povo brasileiro.

Avaliação em nota: 7.0

amandasczzi
Amanda
½
2 meses atrás

Achava um mico eu nunca ter assistido kkk, finalmente vi, e de fato é tudo que falam sim.

blets
PAULO LIMA DA COSTA NETO
½
3 meses atrás

Reassisti O Auto da Compadecida e, para mim, continua sendo uma das maiores obras de arte do cinema brasileiro. É um filme extremamente completo: os personagens são muito bem construídos, o roteiro é brilhante, o regionalismo é executado com autenticidade e o figurino ajuda a dar ainda mais identidade à obra.

Tudo funciona de forma quase perfeita. É nítida a influência de Ariano Suassuna nos diálogos, na escolha das palavras e na maneira como os personagens se expressam. Existe uma riqueza cultural enorme em cada cena, sem que isso prejudique o humor ou a narrativa.

Para mim, está tranquilamente no Top 5 do cinema nacional. Um clássico atemporal que continua tão divertido e relevante hoje quanto na época em que foi lançado.

#revisitando

gustabene
Gustavo Benevenuto
4 meses atrás

O roteiro acompanha João Grilo e Chicó atravessando fome, coronelismo, cangaço e confusão religiosa com a mesma energia de quem resolve problema dizendo “deixa comigo” sem ter plano nenhum. Cada situação parece pior que a anterior, mas os personagens continuam sobrevivendo na base da conversa fiada e do improviso emocional, o famoso “Deus proverá”, só que em ritmo de forró e desespero.

Mas por trás da comédia e das mentiras absurdas, existe uma crítica social muito afiada. O filme escancara desigualdade, hipocrisia religiosa e abuso de poder sem nunca perder o humor. Padre, bispo, coronel… todo mundo ali parece mais preocupado com status e interesse próprio do que com qualquer valor moral verdadeiro. E isso faz a obra funcionar tão bem porque ela entende uma coisa profundamente brasileira, as vezes o humor é a única maneira de suportar injustiça constante.

Matheus Nachtergaele transforma João Grilo num dos personagens mais carismáticos do cinema nacional justamente porque ele não é herói clássico, é sobrevivente profissional. O cara mente, manipula, improvisa e corre do perigo como quem já entendeu que honestidade sozinha não paga almoço. Energia de brasileiro que consegue resolver burocracia impossível conversando com três pessoas e um cafezinho. Enquanto isso, Selton Mello faz de Chicó praticamente o espírito da insegurança nacional, fala muito, exagera tudo e parece viver permanentemente assustado com as consequências da própria existência. A dupla funciona porque mistura esperteza e covardia numa química absurdamente humana.

Na direção, Guel Arraes abraça completamente o tom teatral e popular da obra original de Ariano Suassuna. O filme parece uma mistura de cordel, teatro de rua e caos brasileiro organizado por alguém que claramente entende o país profundamente. Tudo é exagerado, colorido e cheio de personalidade, mas sem perder a crítica por baixo da comédia.

Brasil, quem tem dinheiro manda, quem tem poder explora e quem nasce sem nada…aprende cedo que criatividade também é ferramenta de sobrevivência.

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Listas com o filme

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Principais Notícias

Elenco de O Auto da Compadecida

Mostrar mais (15)
Matheus Nachtergaele 65 5,0K

Matheus Nachtergaele

(João Grilo)
Selton Mello 93 10,0K

Selton Mello

(Chicó)
Aramis Trindade 6 44

Aramis Trindade

(Cabo Setenta)
Bruno Garcia (I) 8 470

Bruno Garcia (I)

(Vicentão)
Denise Fraga 15 575

Denise Fraga

(Dora)
Diogo Vilela 9 201

Diogo Vilela

(Padeiro Eurico)

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