Após um acidente de carro que lhe causa amnésia, uma mulher, acompanhada de uma aspirante a atriz procuram por pistas e respostas na cidade de Los Angeles, em uma estranha aventura em que sonhos e realidade se misturam.
Não gostei do susto no começo e de toda ambientação tensa como se a cada cena de suspense o filme fosse dar outro susto. Muito chato isso, fora que tive que jogar no chat gpt pra entender...
Diferenciado, mas sei la...nao sei se ficou datado, no fim eu entendi o pq o andamento da primeira metade foi arrastado demais e quase dropei, mas resolvi encarar..... Curiosamente tive a experiencia de que o filme parece muito mais antigo do que seu ano de lançamento kkk enfim. Preciso ver outras obras do Lynch pra saber se esse é o jeito dele mesmo.
Assistir Cidade dos Sonhos foi uma experiência que me surpreendeu muito positivamente. A direção de David Lynch é impecável e carrega todas as características marcantes do cineasta: a forma como ele brinca com o lúdico, com o subconsciente e com a mistura entre sonho e realidade é feita com absoluta maestria. É um filme que exige atenção, mas ao mesmo tempo hipnotiza justamente pela atmosfera estranha, sombria e psicológica que constrói do início ao fim. O elenco está excelente, especialmente as protagonistas Naomi Watts e Laura Harring. Watts por exemplo entrega uma atuação impressionante e, sinceramente, merecia totalmente uma indicação ao Oscar. Ela consegue transitar entre diferentes estados emocionais de forma intensa e extremamente convincente, sendo o grande coração do filme. O roteiro é totalmente psicodélico e muitas vezes confuso de propósito, mas isso acaba sendo um dos maiores méritos da obra. Aos poucos, as peças vão se encaixando e, pelo menos para mim, o final conseguiu amarrar muito bem a narrativa. A interpretação sobre sonho, desejo, culpa e frustração fica cada vez mais clara conforme o filme avança. Além da narrativa principal, o filme traz metáforas muito interessantes sobre Hollywood, envelhecimento, identidade feminina, ambição e o lado cruel da indústria do entretenimento. São tantas camadas que parece impossível captar tudo em apenas uma sessão, o que faz dele um daqueles filmes que pedem revisitas. Não sei por que demorei tantos anos para assistir, mas sinto que vi no momento certo para realmente absorver sua essência. É um cinema experimental, psicológico, quase onírico e bastante dark, exatamente o tipo de proposta que costuma me atrair. Cidade dos Sonhos não é um filme fácil, mas é uma experiência cinematográfica fascinante e que permanece na mente muito tempo depois dos créditos finais.
Não gostei do susto no começo e de toda ambientação tensa como se a cada cena de suspense o filme fosse dar outro susto. Muito chato isso, fora que tive que jogar no chat gpt pra entender...
Eu tento gostar do Lynch, fui dar novamente uma chance e cheguei a conclusão que não dá pra mim.
Diferenciado, mas sei la...nao sei se ficou datado, no fim eu entendi o pq o andamento da primeira metade foi arrastado demais e quase dropei, mas resolvi encarar..... Curiosamente tive a experiencia de que o filme parece muito mais antigo do que seu ano de lançamento kkk enfim. Preciso ver outras obras do Lynch pra saber se esse é o jeito dele mesmo.
Laerte, eu entendi!
Assistir Cidade dos Sonhos foi uma experiência que me surpreendeu muito positivamente. A direção de David Lynch é impecável e carrega todas as características marcantes do cineasta: a forma como ele brinca com o lúdico, com o subconsciente e com a mistura entre sonho e realidade é feita com absoluta maestria. É um filme que exige atenção, mas ao mesmo tempo hipnotiza justamente pela atmosfera estranha, sombria e psicológica que constrói do início ao fim. O elenco está excelente, especialmente as protagonistas Naomi Watts e Laura Harring. Watts por exemplo entrega uma atuação impressionante e, sinceramente, merecia totalmente uma indicação ao Oscar. Ela consegue transitar entre diferentes estados emocionais de forma intensa e extremamente convincente, sendo o grande coração do filme.
O roteiro é totalmente psicodélico e muitas vezes confuso de propósito, mas isso acaba sendo um dos maiores méritos da obra. Aos poucos, as peças vão se encaixando e, pelo menos para mim, o final conseguiu amarrar muito bem a narrativa. A interpretação sobre sonho, desejo, culpa e frustração fica cada vez mais clara conforme o filme avança.
Além da narrativa principal, o filme traz metáforas muito interessantes sobre Hollywood, envelhecimento, identidade feminina, ambição e o lado cruel da indústria do entretenimento. São tantas camadas que parece impossível captar tudo em apenas uma sessão, o que faz dele um daqueles filmes que pedem revisitas.
Não sei por que demorei tantos anos para assistir, mas sinto que vi no momento certo para realmente absorver sua essência. É um cinema experimental, psicológico, quase onírico e bastante dark, exatamente o tipo de proposta que costuma me atrair. Cidade dos Sonhos não é um filme fácil, mas é uma experiência cinematográfica fascinante e que permanece na mente muito tempo depois dos créditos finais.