Em seu novo documentário, Chantal revela um comovente retrato de seu relacionamento com sua mãe, uma sobrevivente de Auschwitz, cujo passado e ansiedade crônica tiveram enorme influência no trabalho da filha. Juntas, elas revisam suas preocupações temáticas envolvendo gênero, sexo, identidade cultural, tédio, solidão e manias. Um perfil sóbrio e profundamente íntimo de sua personagem nos meses que antecederam sua morte.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Vi, o enfrentei finalmente. Há tempos que sinto desejo e medo concomitantes por este filme: sou apegadíssimo a minha mãe e tenho fortes tendências suicidas, de modo que temia uma inevitável associação. mas não tenho um décimo do talento desta gênia, de modo que o distanciamento ocorreu: vi o filme, de fora, como espectador, ao mesmo tempo em que era arrastado pelas imagens como co-partícipe daquelas cenas imortalizadas de intimidade. Um filme sutil e belíssimo, uma declaração de amor da cineasta não apenas à sua mãe, mas ao Tempo como entidade enfrentável. Maravilhoso acerto de contas dela consigo mesma, afinal. Era inevitável tudo o que ocorreu depois... Maravilhoso: experiência ensaística única! (WPC>)
é sim
Bernardo 2 meses atrás
experimentos inexplicáveis com fotografia digital e o triste fim de décadas de ternura e resistência. um filme cerebral e difícil, mas cheio de sentimento também. tudo fica mais trágico quando se sabe o que aconteceu dois meses depois da estreia.
Já Vi
0 responder
sam drade
sam drade 11 meses atrás
Argumento interessante mas a obra em si é um tanto cansativa.
Já Vi
0 responder
Renan de Cillo
Renan de Cillo 1 ano atrás
Olha, é um documentário difícil, pretensioso demais, mas de uma força imensa, daquelas obras que, com sua enorme sensibilidade, submergem o público naquele universo tão particular.
e particular é pouco, é de um tom intimista tão poderoso, que a gente entra como hóspede, mas quando Chantal fecha as cortinas somos também irmã, filha, mãe, mas humildemente conscientes de que nunca compreenderemos e conheceremos para além da superfície das memórias e angústias daquelas histórias.
Já Vi
3 responder
Murilo
Murilo 1 ano atrás
Duas mulheres tentam, com ardor, se aproximar uma da outra, mas enfrentam barreiras invisíveis, mas quase impossíveis de serem ultrapassadas. Barreiras antigas, que acompanharam as duas por boa parte das suas vidas. De um lado, Natalia Akerman, a mãe. A ansiedade e as crises nervosas agravadas pelo sentimento cada vez mais iminente de que já não lhe resta muito tempo. Cada dia, hora, até mesmo minuto, ao lado de sua filha se tornam preciosos. Porém, ao mesmo tempo, sente pavor de ter se tornado apenas um incômodo, um aborrecimento. A sua boca diz "Vá, pode ir", quando todo o seu ser queria apenas dizer :"Fique mais um pouco".
E do outro lado, a filha, Chantal Akerman. Uma artista reconhecida, mulher livre e independente, mas completamente solitária. Como a própria diretora nos diz em seu filme Là-bas, as únicas pessoas com que ela realmente conseguia cultivar uma sensação de intimidade eram seus parentes mais próximos, mas sua própria natureza a fazia se afastar delas. Inventava desculpas para não precisar sair ou se mantinha ocupada com algum projeto. Sua tentativa de se aproximar mais de sua mãe era também uma tentativa de se aproximar mais do mundo, das pessoas ao redor. Não é à toa que a sua câmera, sempre ligada quando está com a mãe, parece estar tão interessada com o que ocorre fora da casa quanto com o que acontece dentro.
Entretanto, a relação delas parece jamais poder sair da superfície. Elas conversam e conversam, mas nunca falam realmente nada. Não há intimidade o suficiente ali para se abrirem, contarem o que realmente se passa em suas mentes e espíritos. Quando a mãe, já sem forças para portar qualquer máscara, começa finalmente a falar o que de fato pensa, sente e desesperadamente deseja, já é tarde demais. No final, em que com apenas uma sequência de imagens fica subentendido que sua mãe teria falecido, Chantal violentamente fecha a cortina da janela do seu quarto (janela essa que permaneceu aberta durante todo o filme). Ela já não queria ou podia ter algum contato com o mundo. Desta vez, seu isolamento seria definitivo.
Já Vi
8 responder
William
William 1 ano atrás
Links?
Quero Ver
0 responder Fim!
experimentos inexplicáveis com fotografia digital e o triste fim de décadas de ternura e resistência. um filme cerebral e difícil, mas cheio de sentimento também. tudo fica mais trágico quando se sabe o que aconteceu dois meses depois da estreia.
Argumento interessante mas a obra em si é um tanto cansativa.