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Duração
Um variado mas eurítmico carrossel e formas geométricas: rostos, imagens labirínticas e perspectivas insólitas em que até mesmo o colarinho de uma camisa pode tornar-se o pivô para a construção de sequências cinematográficas inteiras.
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Sobre este filme disse Man Ray: “Não havia cenário, tudo seria improvisado.” Disse ainda que pretendia que o filme fosse visto como uma série de "sequências oníricas sem lógica aparente e total desrespeito pela narrativa convencional".
Ainda assim consigo ver algum sentido minimamente lógico em certas passagens. Com o uso de várias técnicas fotográficas, Man Ray consegue desvincular os objetos de sua representação e significação original, transformando-os em figuras plásticas e quase gasosas, tais como sílfides a surgir diante de nossos olhos, que semioticamente oferecem uma experiência interessante de se observar. Em um certo trecho do filme uma série de objetos são acrescidos logicamente até chegar em um ponto de ruptura dessa ordem com a formação de um objeto singular e bizarro. Ainda que se possa achar alguma lógica nessas imagens, o intuito, como o próprio autor descreve sua obra, é não vinculá-las a essa linha de pensamento, e nisto tem êxito. Imagens surgem e desvanecem aleatoriamente, tais quais as provindas dos sonhos, frutos do inconsciente. Por vezes me perguntei como havia surgido determinadas figuras de luz e sombra, com formas elegantes e transmorfas a bailar. Emak-Bakia é experiência sensorial magnífica. Um dos mais belos trabalhos surrealistas do cinema.
Assisti metade com áudio (posto depois) e metade sem áudio. Não entendi quase nada, mas parece que o tempo passa mais rápido com o áudio e parece que a gente é mais suscetível à obra por causa disso. Quando ela estava muda, me deu muito sono kkkkkkkkk
Mas a fotografia é linda de se ver
Eu amo Man Ray. É isso.
A vontade é de se contorcer...
Necessito da maquiagem no olho da colega ali durante as aulas de literatura.