Três mulheres tristes lembram, cada uma por vez, do dia em que encontraram o mesmo homem. Uma o encontrou num restaurante, outra num bosque e outra durante um passeio de barco, o que gerou tomadas peculiares sobre a água, inclusive uma panorâmica de 360 graus. Por outro lado, vemos este homem dividido no seu interesse pelas três pretendentes. O filme trabalha num clima onírico esta intriga amorosa múltipla, fragmentando sua narrativa e apresentando grande domínio técnico e um alto grau de sofisticação e estética (nos enquadramentos, montagem, efeitos especiais).
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Uma coisa que me fascina nos filmes dos anos 20, em especial nos europeus, é uma certa androginia das pessoas. Em La Glace à Trois Faces, essa androginia parece ainda mais sedutora.
Todas eram lindas e nenhuma merecia sofrer por ele, só acho isso...
De todas as grandes vanguardas cinematográficas, a que menos me interessa é o impressionismo, por ora, em razão de algum descompasso pessoal, mas... Como ficar inane diante de tanta poesia, de tamanho elogio ao amor 'per si'?! Não sei se consegui captar a contento o que a estória pretendia (se é que pretendia algo), mas identifiquei-me e apaixonei-me perdidamente pelas três mulheres apaixonadas, em especial pela última. Previsivelmente belo (com tudo de bom e de óbvio que a expressão indique)! - WPC>