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Data de lançamento
13 Set. 2022Duração
Um diretor envelhecido de filmes pornográficos faz um comentário em 2022 para o DVD de um filme underground que fez em 1972 e que foi redescoberto recentemente. Quando o belo garanhão no filme passa por uma série de devaneios eróticos, o diretor fementa seu condenado caso de amor com o protagonista.
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Interessante e pitoresco.
Interessante pelo contexto, mas não é uma boa produção no todo.
Deixou a desejar!
Honestamente?
Eles pegaram um subgênero erótico/pornografico comum na comunidade LGBT, em que MC se satisfaz sexualmente em um ambiente de completa quebra de realidade (fantasia) e, ao contrário da rota usual desse subgênero, força o espectador à humanizar o personagem. Deixando de ver a ficção como fuga da realidade e espaço seguro pra satisfazer seus desejos. Ao mesmo tempo, faz do pornô em um espaço de nostalgia, conforto e, estranhamente, pertencimento.
A narrativa mostra um mundo que tudo "deu errado", mas ao mesmo tempo não é o fim. Não é uma tragédia. No ápice da nudez e do prazer encenado está a tendência a mascarar o que não queremos enxergar, mas que no futuro fica ridiculamente claro para quem deixa de ser personagem e vira ator.
No meio LGBT esse tipo de mensagem, que te convida a um passado distante (50 anos) e oferece o desconforto de ser um ator pornô que não consegue se excitar, o espectador ganha duas coisas: a certeza do passado é a promessa de um futuro longo (algo importante considerando nossas taxas de mortalidade) e que, em um meio altamente falocentrico, é possível falhar e experienciar a sexualidade de forma menos perfomática.
Luto, erotismo e ressentimento. Um monólogo interessante, paisagem lúdica, fotografia boa.
Deixa um sentimento final de amargura e curiosidade, não sei explicar de outra maneira.