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Kelly sente que sua vida está se desmanchando. A morte de sua mãe a deixou como guardiã de Tom, seu irmão autista de 12 anos de idade e acaba de descobrir que seu padrasto furtou dinheiro reservado para seu colégio e comprou um tigre para o seu parque safari. Para piorar, um furacão está indo na direção da sua casa. Mas Kelly tem algo mais a temer que os ventos de 120 quilômetros por hora do furacão: o tigre selvagem, de alguma forma caiu dentro de sua casa. Agora, presos dentro de sua casa, Tom e Kelly devem lutar por suas vidas contra um terrível devorador de homens que sente o cheiro do medo.
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09.03.2025
Thriller de suspense e perseguição animal mó da hora. Briana Evigan desfila na caçada caseira "bonitamente" junto com o tigrão. Claro que poderia ser melhor, se em vez de tigre fosse uma hiena ou um mutum-pinima, mas deu pra quebrar o galho.
A retórica da trama ao expor a luta de uma garota e seu meio-irmão com o padrasto é interessante, trazendo elementos naturais, como o dilema de deixar o irmão autista em uma clínica para que a protagonista possa ir para a faculdade e seguir sua vida, apesar do vazio deixado pela morte da mãe.
Apesar do sentimento fraterno em relação ao seu irmão, é um fardo pesado para ela, pois precisa escolher entre a família (seu único irmão dependente) ou largar tudo para ter um "futuro". Isso por si só já poderia resultar em uma ótima história.
O padrasto, desde o início, demonstra ser oportunista, ganancioso e sem caráter, e ao longo do filme isso se confirma ainda mais, já que seus planos envolvem matar toda a sua família, começando pela própria mulher, e depois sua enteada e filho, pelo dinheiro.
Mas onde o tigre se encaixa nisso tudo? A tentativa de "demonizar" e fazer dele o vilão, chegando a ser chamado de Lúcifer em um momento, é simplesmente absurda. Tentar justificar a ideia oportunista do padrasto dessa maneira é grotesco. É terrível ver essas representações no cinema para qualquer pessoa que respeita ou gosta de animais. Apesar de ser um animal selvagem e caçador por natureza, acaba-se criando uma ideia deturpada e falsa sobre ele, dependendo dos olhos de quem vê. Isso já aconteceu com tubarões devido ao filme "Tubarão" de 1975 de Spielberg, e com orcas devido ao filme "Orca, a Baleia Assassina" de 1977 de Michael Anderson, entre outros.
Voltando para a trama, mais precisamente, ver um tigre derrubando portas, quase como um ser "racional", é chamar muita gente de idiota. Esse sentimento de caça e caçador dentro de uma casa é antinatural e desinteressante. Bastava remover o tigre para termos um drama muito mais interessante e reflexivo!
O grande feito desse filme e prender tanto nas cenas gato (literalmente) e ratos, que voce ate deixa quieto a birra com os defeitos de interpretação, certos acontecimentos exigem uma revolta, indignação maior, e as atitudes deixam tudo como se fosse nada, e furos feios.
Me julguem ,mas em muitos momentos a vontade foi de deixar o tigre devorar o guri, me parece que é o nível 3 de autismo, mas tem mais ali, meio que explica, a falta da mãe desencadeia as crises, mas tem muita birra ali também, nos momentos tensos, ainda tem que lidar com os pitis sensoriais. Essa guria merece a bolsa de estudo com louvor depois dessa noite. Foram dois pratos de trigo para um tigre triste...
O sharekhan com whey protein aqui deu bastante tensão em sua obstinação safada, mas o vilão principal e outro, meio obvio o por que, e no caso um dos defeitos que citei acima de interpretação, e que se descobre algo ate mais grave, e mesmo com final certo ainda sim ficou uma sensação meio de nheee da moiçola.
04/07/2023