Um média-metragem neo-estrutural que é surpreendentemente gostoso de ser visto. Mesmo que não escutemos muitos sons, mesmo que as imagens sejam paradas e esvaziadas da presença humana (num primeiro momento), é prazeroso acompanhar as filmagens automáticas. Até que algo estranho acontece (poderia ser uma epifania, soou quase como uma "trapaça"): toca a canção-tema de TODA UMA NOITE, da Chantal Akerman, e a desconfiança instaurou-se Não pareciam mais filmagens automáticas, mas posadas. O que não seria um problema em si, mas desfez o projeto espectatorial em que eu estava imerso. Quando ouvimos o belo monólogo de Solveig Dommartin (não reconheci de imediato, dependi dos créditos finais!), minha relação com o filme já estava modificada. Não diminuída, mas não tão "inocente" ou entregue como no início. Mas é surpreendentemente gostoso de ser visto. Passa rápido até! (WPC>)
Um média-metragem neo-estrutural que é surpreendentemente gostoso de ser visto. Mesmo que não escutemos muitos sons, mesmo que as imagens sejam paradas e esvaziadas da presença humana (num primeiro momento), é prazeroso acompanhar as filmagens automáticas. Até que algo estranho acontece (poderia ser uma epifania, soou quase como uma "trapaça"): toca a canção-tema de TODA UMA NOITE, da Chantal Akerman, e a desconfiança instaurou-se Não pareciam mais filmagens automáticas, mas posadas. O que não seria um problema em si, mas desfez o projeto espectatorial em que eu estava imerso. Quando ouvimos o belo monólogo de Solveig Dommartin (não reconheci de imediato, dependi dos créditos finais!), minha relação com o filme já estava modificada. Não diminuída, mas não tão "inocente" ou entregue como no início. Mas é surpreendentemente gostoso de ser visto. Passa rápido até! (WPC>)