A existência solitária de Simon, um estudante recluso e pouco comunicativo, é interrompida quando, num restaurante, é envolvido por um casal, Maria e Viktor, formando uma estranha relação, baseada em paixão e crueldade, mas não isenta de ternura.
É uma trama demasiadamente humana, em sua narrativa de hesitações perpetuadas por um casal que absorve o personagem solitário de Simon, sobre o pano de fundo de uma paisagem tarkovskianamente bucólica (a igreja do padre enterrado na parede, o lago, a casa dos pais com suas conservas e compotas). Viktor é um personagem que carece da presença de Simon para descontar sua frustração com a infertilidade que afronta o casal, assim como Maria usa Simon para compensar as agressões de Viktor, a qual é naturalizada pela própria, intuindo uma razão para manter esse jogo que é extrapolado a um terceiro que adentra a conjugalidade dos dois. O que tem em um comum os três personagens? o medo da solidão e o apego às relações mais hostis como se fossem a única perspectiva possível que lhes resgata a humanidade (conforme disse Simon: eu apenas sinto, não disse que preciso estar contente).
É uma trama demasiadamente humana, em sua narrativa de hesitações perpetuadas por um casal que absorve o personagem solitário de Simon, sobre o pano de fundo de uma paisagem tarkovskianamente bucólica (a igreja do padre enterrado na parede, o lago, a casa dos pais com suas conservas e compotas). Viktor é um personagem que carece da presença de Simon para descontar sua frustração com a infertilidade que afronta o casal, assim como Maria usa Simon para compensar as agressões de Viktor, a qual é naturalizada pela própria, intuindo uma razão para manter esse jogo que é extrapolado a um terceiro que adentra a conjugalidade dos dois. O que tem em um comum os três personagens? o medo da solidão e o apego às relações mais hostis como se fossem a única perspectiva possível que lhes resgata a humanidade (conforme disse Simon: eu apenas sinto, não disse que preciso estar contente).