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Frequentemente chamado de Pai do Cinema Africano, no sentido de terem sido seus uns dos primeiros filmes realizados por negros e por conterem uma forma própria de narrativa que é apoiada dentro da oralidade e contação de histórias, típica da cultura Africana, aqui, o senegalês Ousmane Sembene apresenta-nos quase uma fábula do que acontece quando a moralidade de uma aldeia é aviltada por atos cometidos pelo seu chefe, que engravida a própria filha.
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https://youtu.be/78LwWA36IWo
Como de praxe na filmografia sembeneana, sufoca em mais de um aspecto: pelo dilema religioso (e familiar) em si e pela intromissão do militar ressentido, traumatizado pelas explorações coloniais estrangeiras. A sobreposição da dublagem, a fim de driblar o amadorismo interpretativo, foi um artifício deveras sagaz por parte do diretor, ainda em seus passos iniciais, mas já marcados pela genialidade protestante. Filme que acerta-nos em cheio, sobretudo quando não referenda o machismo da decisão tribal final, ao amparar discursivamente a criança-fruto daquela contenda incestuosa. Uma aula de dramaticidade e Sociologia. E de Cinema, principalmente - em defesa da orientação pungente dos griôs, que também sofrem ao testemunharem tamanha injustiça! (WPC>)
Tá no Youtube.
Narrador, não. Griot!
Triste.