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Documentário que reúne imagens de momentos intensos na China, França, Tchecoslováquia e Brasil da década de 1960, foi escrito e dirigido por João Moreira Salles e estreia mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Berlim de 2017. O filme apresenta registros da revolta estudantil francesa, da invasão da Tchecoslováquia, o enterro dos mortos em 1968 em Paris, Lyon, Praga e Rio de Janeiro, e da Grande Revolução Cultural Proletária. Narrado em primeira pessoa, o documentário busca uma reflexão sobre as imagens históricas apresentadas, ao levantar discussões sobre quem faz as filmagens, como faz e as razões para isso. Além disso, também evidencia as diferenças entre os registros e discute o que os arquivos revelam aos espectadores.
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Usando na minha dissertação de mestrado!
Interessante! ., o final dos anos 60 foi um momento histórico pra humanidade..! muitos coisas aconteceram naquela época, muitas mudanças! ., politica , cultural , de costumes..! uma epoca mágica! O Documentário é bem feito , com um bom texto de explanação, as vezes melancólico , as vezes poético , e muito exercício de analises de imagens, tentando entender , o que se passava na cabeça das pessoas filmadas.. recomendo!
Gostei muito das leituras que são apresentadas sobre as imagens e achei o documentário bastante elucidativo, reflexivo e emocionante ao mesmo tempo. Um detalhe técnico importante é que a voz narrativa ficou MUITO baixa em relação à trilha sonora que acompanha, o que atrapalhou o entendimento em diversos momentos.
Ao choque do encontro inesperado, sucede a inefável emoção da forma inusitada.
inegavelmente bonito, profundamente poético e intimista, mas de alguma forma despolitizado pela romantização do que o diretor identifica como o "intenso agora" de sua juventude (bem como a de sua mãe e de uma juventude em construção em Paris, Praga, Shanghai e Rio). dá pra dizer que ele não está tão preocupado com essa construção e suas transformações sociais quanto está com recordar o retrato lírico desse momento.
Foi como fazer uma viagem em tempo, espaço e pessoa; o diálogo entre cinema e história me cativou demasiadamente; a narração sutil e melancólica acompanhando esses recortes e muitos deles oriundos de filmagens caseiras, deixou tudo extremamente lindo!
Suscitou memórias pessoais minhas de quando entrei na universidade em 2016, quando ocupamos a universidade (que iniciou bem no dia do meu aniversário 24-10 até o começo de dezembro), a ida a brasília no ato contra a pec dos gastos 29-11, a participação no movimento estudantil era algo muito novo pra mim que estou digerindo até hoje, perceber o quanto ao longo desses anos o movimento estudantil foi se enfraquecendo e apenas volta mesmo que de forma tímida em 2019.
Compreender sobre a intensidade desses movimentos sociais e como se dissipam ao longo do tempo.
Outro ponto que me tocou foi a simbologia das mortes, em questão de mobilização das pessoas, enquanto hoje em tempos de covid as mortes são apenas números, será o tamanho descontentamento? cada vez que vejo um pronunciamento do bolsonaro concretiza um descontentamento diferente. E onde está a indignação que move os indivíduos as ruas?
eis um documentário que pra mim foi uma experiência singular e super necessária.