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Existem cada vez mais comunidades na Internet: mães que querem saber como cuidar de seus bebês, mochileiros buscando um sofá para dormir em outro continente. Não importa o tema, aqui as pessoas tem a possibilidade de se ajudar, mesmo que nunca tenham se visto pessoalmente. A troca de informação é algo tão gigantesco hoje em dia, que quase qualquer questão terá uma resposta.
Os benefícios para o indivíduo, em relação a tudo o que ele pode desfrutar num sistema colaborativo, são muito maiores do que o prejuízo em se perder um pouco de tempo ajudando a muitos ao mesmo tempo.
O Filme mostra pessoas emprestando dinheiro sem intermédio de bancos; produzindo álbuns musicais sem intermédio de gravadoras; dirigindo um pequeno mas bem sucedido time de futebol através de seus 30 mil donos on-line, que decidem tudo sobre o time. Sonho de muitos torcedores pelo mundo.Se podemos melhor decidir o destino de um time, o que não dizer sobre o destino de um país.
O documentário propõe ou vislumbra o que serão os governos do futuro. Com essa tecnologia que atualmente temos nas mãos, podemos mudar radicalmente nossas formas de governo para algo muito mais democrático e dinâmico.
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Expectativa: iremos construir um governo das pessoas através da internet. A internet dará a voz a todas as pessoas.
Realidade: mega corporações privatizam a internet , não se incomodam com o uso de fake News cada vez mais realistas e fazem o ser humano passar o dia inteiro postando idiotices para ganhar curtidas, sendo convencido a comprar tudo o que lhe oferecem através do uso de dados deles, que as mesmas corporações obtém via internet, diversos serviços que sempre existiram no mundo real, passam a ser sucateados e a internet é usada para botar o consumidor para trabalhar para as empresas. As pessoas tendem a ficar cada vez mais extremista pois cada indivíduo passa a viver em uma realidade, bolha muito particular criado pelos seus algoritmos.
Esse filme é da época que as pessoas usavam as funções da internet como uma ferramenta boa para melhorar a realidade. Porém a maior parte das duas ideias foram associadas a aplicativos que foram comprados por grandes corporações... O que antes era encontrar um amigo que você não via muito tempo, fazer amizades com desconhecidos via Orkut ou blogs, hoje em dia virou um aplicativo de fazer amizades... Que você tem que fazer um cadastro criar um perfil e etc... As pessoas cada vez mais deixam de viver a vida real e vivem dentro de um perfil de rede social monitorado por corporações. Com a chegada da inteligência artificial vejo a espécie humana cada vez mais desinteressada em menos criativa , deixando a máquina viver no lugar dela. O filme vende uma ideia meio doida de substituir as instituições por uma autonomia maior em grupo, feita pela internet... Acho que isso flerta com a anti-política e a anti institucionalidade das coisas... O que flerta também com o fascismo. É fácil romancear mas no final das contas precisamos de um especialista que trabalha numa instituição para nos informar de forma correta como se faz algo. E não de um bando de pseudo experts que nem você acha no vídeos do YouTube aleatórios dando opinião sobre tudo ao mesmo tempo, desde como é a melhor forma de esquentar um pão francês até como encontrar um disco voador. Infelizmente parece que o mundo caminhou para escolher essa segunda opção, que é a vitória daquela opinião do cidadão médio sobre o expert.
...e viva o admirável mundo novo!
Este tipo de filme preconiza elogiosamente a era em que o mundo político real será regido pelas mesmas redes multitramáticas das operações cibernéticas, influenciadas pelo modo deleuzeano rizomático de divulgação informativa. Por mais consistente que o filme seja em sua argumentação localista e enfadonha, enxergo com muita desconfiança esse tipo de discurso. Mas me interesso por ele mesmo assim, não obstante ter ficado francamente decepcionado com o ritmo moroso desta obra, vista em sala de aula e absolutamente destituído de empolgação formal: vale pela discussão suscitada (aqui, mais pleonástica do que necessariamente inventiva), UNICAMENTE. (wpc>)