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A realidade virtual para muitos é um lugar tão distante quanto se pode imaginar. Em seu trabalho inovador, o diretor Joe Hunting pela primeira vez examina essa nova fronteira para o envolvimento humano com uma surpreendente ternura. Após vários casais que se conheceram em VR durante a pandemia, Hunting abre caminho com romance, mas expande para a exploração de tecnologias, fronteiras e imaginação. Um dos documentos mais visualmente singulares e formalmente emocionantes durante o isolamento da COVID-19, We Met in Virtual Reality é um poderoso testemunho dos novos caminhos para a conexão que a criatividade pode criar. Tudo, desde dança do ventre, aulas de linguagem de sinais e jogos de bilhar muito disputados, traz uma familiaridade inesperada a esses espaços nunca antes vistos.
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Um documentário que me deixou ansioso, pois ao mesmo tempo em que vemos acontecer a emergência da realidade virtual parece que as bolhas, o preconceito e mesmo o moralismo atravessam o mundo corpóreo e se manifestam no mundo binário.
A dificuldade para se relacionar vem com a mesma velocidade que a carência afetiva. O mais legal do filme é que tem uma pegada meio realista, e também não faz julgamento. Eu confesso que não me apeguei sentimentalmente aos avatares, o que pegou foi a situação e o contexto em si. A necessidade de se humanizar, mesmo numa realidade virtual, pulsa mais forte do que nunca. É um bom filme para se pensar, mas acredito que teria muita coisa a abordar, acho que foi uma decisão acertada (e ao mesmo tempo, limita aquele universo), focar nas relações. Seria legal se fosse uma trilogia ao estilo de "Antes de amanhecer", pois o filme tem muito espaço para tratar diversos tipos de relações, que são líquidas, mas também binárias, contraditórias e cheias de gatilhos emocionais.
Um doc curioso e otimista. Em Jogador No. 1 já temos uma previsão do que eu acredito que vai rolar com essa tecnologia: maior qualidade gráfica/imersão, um isolamento social mais disseminado no mundo real e tudo bem gerenciado pelas empresas do Vale do Silício. Cyberpunk na veia. Essa visão de que a internet vai provocar o aglutinamento positivo das pessoas via chat eu perdi já na época do Orkut. O que rola são bolhas sociais e manipulação comportamental.
Quando eu era moleque achava que a humanidade caminhava para um futuro tipo Star Trek... Infelizmente caminha para algo estilo Blade Runner: muita tecnologia, degradação ambiental e queda na qualidade de vida (para quem não tem grana, claro).